domingo, 24 de fevereiro de 2013

A Boa escola


O texto a seguir, que trata do excessivo número de faculdades sem a necessária qualidade, e da importância do Exame de Ordem para qualificar os profissionais, é de autoria da escritora Lya Luft em sua coluna da revista Veja desta semana.


A boa escola
Meu brilhante colega Gustavo Ioschpe, uma das mais lúcidas vozes no que diz respeito à educação, escreveu sobre o que é um bom professor. Eu já começava este artigo sobre o que acho que deva ser uma boa escola, então aqui vai.
Primeiro, a escola tem de existir. No Brasil há incrivelmente poucas escolas em relação à necessidade real. Têm de existir escolas para todas as crianças, em todas as comunidades, as mais remotas, com qualidades básicas: não ultrapassar o número de alunos bem acomodados, e que eles não tenham de se locomover para muito longe; instalações dignas, que vão das mesas as paredes, telhado, pátio para diversão e recreio, lugar para exercício físico e esportes; instalações sanitárias decentes, cozinha para alimentar os que não comem suficientemente em casa; alguém com experiência médica ou de enfermagem para atender os que precisarem. Em cada sala de aula, naturalmente, uma boa prateleira com livros sem dúvida doados pelos governos federal, estadual, municipal. E que ali se ensine bem o essencial: aritmética, bom uso da linguagem, noções de história e geografia para que saibam quem são e onde no mundo se situam. Falei até aqui apenas de ensino elementar em escolas menos privilegiadas economicamente. Em comunidades mais resolvidas nesse sentido, tudo isso não será apenas bom, mas excelente, desde aparte material até professores muito bem preparados que sejam bem exigidos e bem pagos.
No chamado 2º grau, além de livros, quem sabe computadores, mas - ainda que escandalizando alguns - creio que esses objetos maravilhosos, que eu mesma uso constantemente, não substituem um bom professor. E que, nesse degrau da vida, todos sejam preparados para a universidade, desde que queiram e possam. Pois nem todos querem uma carreira universitária, nem todos têm capacidade para isso: para eles, excelentes escolas técnicas, depois das quais podem ter mais ganho financeiro do que a maioria dos profissionais liberais. Professores com mestrado e se possível doutorado, diretores que conheçam administração, psicólogos que conheçam psicologia, todos com saber e postura que os alunos respeitem a fim de que possam aprender.
Finalmente a universidade, que enganosamente se julga ser o único destino digno de todo mundo (já mencionei acima os cursos técnicos cada dia melhores e mais especializados). Universidade precisa existir, mas não na abundância das escolas elementares. É incompreensível e desastrosa a multiplicação de faculdades de medicina, por exemplo, cujas falhas terão efeitos dramáticos sobre vidas humanas. Temos pelo país muitas onde alunos não estudam anatomia, pois não há biotério, não têm aulas práticas, pois não há hospital-escola. Essa é uma realidade assustadora, mas bastante comum, que, parece, se tenta corrigir.
Dessas pseudofaculdades sairão alunos reprovados nas essenciais provas do CRM, mas que eventualmente vão trabalhar sem condição de atender pacientes. Faculdades de direito pululam pelo país, sem professores habilitados, sem boas bibliotecas, formando advogados que nem escrever razoavelmente conseguem, além de desconhecer as leis - e reprovados aos magotes nas importantíssimas provas da OAB.
Coisa semelhante aconteceria com faculdades de engenharia mal preparadas, se existirem, de onde precisam sair profissionais que garantam segurança em obras diversas, de edifícios, casas, estradas, pontes. Vejam que aqui comentei apenas alguns dos inúmeros cursos existentes, muitos com excelente nível, mas não se ignorem os que não têm condições de funcionar, e mesmo assim... existem. Em todas essas fases, segundo cada nível, incluam-se professores bem preparados, muito dedicados, e decentemente pagos - professor não é sacerdote nem faquir. O que aqui escrevo é mero, simples, bom-senso. Todos têm direito de receber a educação que os coloque no mundo sabendo ler, escrever, pensar, calcular, tendo ideia do que são e onde se encontram, e podendo aspirar a crescer mais. Isso é dever de todos os governos. E é nosso dever esperar isso deles.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Discurso Indireto: Novo aplicativo do facebook convida para sexo

Discurso Indireto: Novo aplicativo do facebook convida para sexo: Há menos de duas semanas no ar, um aplicativo de Facebook que incentiva o sexo entre usuários vem chamando a atenção. Bang With Friends (F...

Novo aplicativo do facebook convida para sexo



Há menos de duas semanas no ar, um aplicativo de Facebook que incentiva o sexo entre usuários vem chamando a atenção. Bang With Friends (Faça sexo com seus amigos, em português), criado exclusivamente para a rede social, permite aos usuários escolher parceiros para manter relações sexuais. O app se tornou uma sensação global. “Mais de 370.000 pessoas aderiram ao serviço”, diz ao site de VEJA um dos criadores. É preciso observar, porém, que na seção de aplicativos do Facebook o sucesso costuma durar pouco, muito pouco.Há menos de duas semanas no ar, um aplicativo de Facebook que incentiva o sexo entre usuários vem chamando a atenção. Bang With Friends (Faça sexo com seus amigos, em português), criado exclusivamente para a rede social, permite aos usuários escolher parceiros para manter relações sexuais. O app se tornou uma sensação global. “Mais de 370.000 pessoas aderiram ao serviço”, diz ao site de VEJA um dos criadores. É preciso observar, porém, que na seção de aplicativos do Facebook o sucesso costuma durar pouco, muito pouco.



Ao aderir ao Bang With Friends, criado por três jovens da Califórnia (EUA) que preferem não se identificar, o usuário visualiza sua lista de amigos do Facebook. Ele, então, deve escolher com quais gostaria de manter relações sexuais. O desejo, é claro, só será realizado se houver interesse de ambas as partes. Um e-mail, então, é enviado aos dois usuários, para que o assunto vá adiante. “Queremos um aplicativo de namoro para nossa geração. Não devemos ter vergonha de nossa vontade”, afirmou um dos criadores.
Brasileiros já experimentam a ferramenta. “Temos ouvido de usuários do país que o serviço tem funcionado perfeitamente”, explica o responsável pelo serviço. “Queremos mais feedbacks desse público.”
Manter a popularidade inicial, contudo, não será nada fácil. A mesma receita que leva aplicativos da maior rede social do planeta a atingir o topo dos favoritos pode explicar seu ocaso. Bang With Friends tem tudo para seguir o caminho já trilhado por serviços como Draw Something eFarmville. A razão é simples: esses programas se apoiam em enredos simplórios que carecem de atualização. Ou seja, não oferecem novos desafios a seus usuários. A menos, é claro, que a conquista de novos parceiros se torne um desafio aos usuários do Bang With Friends…

Os tropeços dos aplicativos precedentes podem ser compreendidos em números. Nos dois primeiros meses, o Draw Something (adquirido por 200 milhões pela empresa de jogos Zynga) conseguiu a adesão de mais de 36 milhões de usuários do Facebook, número que foi reduzido a apenas 9  milhões em dezembro de 2012, uma queda de 75% em apenas sete meses. A Zynga, por sinal, sofre com a queda de acesso a esses games. Recentemente, mais de 100 funcionários foram demitidos, um escritório em Boston, nos Estados Unidos, foi fechado e onze jogos sociais foram descontinuados.
Há ainda outro fator que pode atrapalhar os planos dos criadores do Bang With Friends: a mobilidade. O serviço ainda não possui uma versão para dispositivos móveis – algo que já está nos planos dos fundadores –, terreno já dominado por outras ferramentas que não têm o mesmo objetivo, mas ficaram popularmente conhecidas pelo comportamento de “sexting” — quando pessoas usam seus smartphones para disparar mensagens relativas a sexo, casos do Snapchat ePoke. Trilhar um caminho de sucesso, portanto, não será fácil.

Ao receber a revista semanal da qual sou assinante, chocou-me a chamada da capa: "Quer transar comigo?"
Sinceramente...senti-me como se tivesse passado dois séculos e no entanto, só se passaram duas décadas desde o tempo que passei a me despertar pelo assunto.

Questiono: 
Será que a tecnologia é responsável por banalizar o romantismo? A paquera saudável? Pulando estágios do relacionamento a dois? 

A impressão que fica é que, como advindo da era digital, o romantismo foi apagado.

Assim como os meios de comunicação as novas gerações desejam o instantâneo. O estar pronto. Tudo o que lhes proporcione prazer sem comprometimento e sacrifício.

Será que os românticos da atualidade acompanham esta nova tendência virtual? Onde um click, convida o amigo virtual para uma transa carnal, casual?

Tendência esta, que leva ao imediatismo, quando na verdade, deveria ser valorizado como o bem mais precioso: a união estável entre dois seres pautados no carinho e na afinidade. No respeito e dignidade. No amor. Bens conquistados ao longo do tempo. Além destes fatores, existem consequências sérias que envolvem saúde física e psíquica. Doenças sexualmente transmissíveis entre parceiros eventuais. 

No perfil virtual, somente o bonito é postado. E, o restante da história como fica através dos meios virtuais?

Onde tudo isto vai nos levar? Será que o caminho para o conhecimento mútuo tornou-se inverso? No futuro, como definirão "FAMÍLIA?"

Só o tempo dirá...



domingo, 27 de janeiro de 2013

Discurso Indireto: "Inveja no Facebook: Uma ameaça oculta à satisfaçã...

Discurso Indireto: "Inveja no Facebook: Uma ameaça oculta à satisfaçã...: Pesquisadores da Universidade Humboldt e da Universidade Técnica de Darmastadt descobriram que fotografias de férias eram a maior causa d...

"Inveja no Facebook: Uma ameaça oculta à satisfação da vida dos usuários?"


Estudo sobre Redes Sociais Inveja no Facebook Uma Ameaça Oculta à Satisfação da Vida dos Usuários
Pesquisadores da Universidade Humboldt e da Universidade Técnica de Darmastadt descobriram que fotografias de férias eram a maior causa de ressentimento.
 O estudo ‘Inveja no Facebook: Uma Ameaça Oculta à Satisfação da Vida dos Usuários?’, divulgado nesta terça-feira (22), constatou que a rede social Facebook pode causar inveja e infelicidade aos usuários.
Pesquisadores da Universidade Humboldt e da Universidade Técnica de Darmastadt descobriram que fotografias de férias eram a maior causa de ressentimento, com mais de metade dos incidentes de inveja provocados por imagens de viagens.
A interação social foi a segunda causa mais comum de inveja, com os usuários podendo comparar quantas felicitações de aniversário receberam em relação a amigos no Facebook e quantos ‘curtir’ ou comentários foram feitos em fotos ou posts.
O material publicado afirma que o acompanhamento passivo provoca emoções amargas, com os usuários invejando principalmente a felicidade dos outros, o modo como os outros passam as férias e como socializam.
Conforme a pesquisa, pessoas com trinta e poucos anos eram mais propensas a invejar a felicidade familiar enquanto as mulheres eram mais propensas a invejar a atratividade física.
Os estudiosos afirmam que os sentimentos como inveja fizeram alguns usuários se gabarem mais sobre suas conquistas no site administrado pela Facebook Inc. para aparecerem sob uma luz melhor.
Os homens postavam mais conteúdo autopromocional no Facebook para fazer com que as pessoas soubessem sobre suas realizações enquanto as mulheres destacavam sua boa aparência e vida social.
Os pesquisadores basearam suas descobertas em dois estudos envolvendo 600 pessoas, e os resultados devem ser apresentados em uma conferência sobre sistemas de informação na Alemanha, em fevereiro.

OBS: a VEJA dessa semana, trouxe uma excelente matéria sobre o tema.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Discurso Indireto: Postagens no Facebook são mais lembradas que trech...

Discurso Indireto: Postagens no Facebook são mais lembradas que trech...: Um estudo feito de forma conjunta pela Universidade da Califórnia e Universidade de Warwick, ambas americanas, revela que em um teste de ...

Postagens no Facebook são mais lembradas que trechos de livros e rostos, diz estudo.



Um estudo feito de forma conjunta pela Universidade da Califórnia e Universidade de Warwick, ambas americanas, revela que em um teste de memória as pessoas lembram mais de postagens feitas no Facebook do que de rostos ou de trechos de livros lidos. A pesquisa foi publicada no periódico "Springer Journal Memory & Cognition".
Chamado de "Major Memory for Microblogs", a pesquisa informou que atualizações de status do Facebook foram uma vez e meia mais lembrados do que trechos de livros. A diferença é ainda maior no caso de rostos: as postagens na rede foram duas vezes e meia mais recordadas do que rostos de pessoas.

Redes sociais ajudam pessoas a acharem bichos de estimação e até doadores de órgãos; veja

Foto 11 de 13 - Um indiano afirmou ter recuperado a memória com ajuda do Facebook após contrair meningite. O histórico na página pessoal dele teria auxiliado a lembrá-lo de características da sua personalidade Mais Arte/UOL
"Nós ficamos muito surpresos. Esses tipos de resultados são similares aos da diferença entre pessoas com amnésia e de pessoas com memória saudável", disse Laura Mickes, doutoranda em psicologia e uma das autoras do levantamento.
Durante o levantamento de dados para o estudo, os pesquisadores fizeram com que as postagens do Facebook não fossem muito diferentes (em tamanho) de sentenças publicadas em livros. Além disso, foram removidos todos os traços de comunicação digital informal (como emoticons, exclamações, pontos, etc) para verificar se esses elementos facilitavam a memorização. Mesmo assim, as mensagens da rede social foram mais lembradas.
"Além de o efeito Facebook ser forte, a nossa frequência ao utilizar a rede acaba corroborando este efeito cada vez que nós o acessamos", analisou Christine Harris, coautora da pesquisa.
O levantamento fez ainda experimentos comparativos com os entrevistados utilizando títulos, trechos de textos e comentários de leitores tirados de reportagens da CNN. Os elementos jornalísticos estavam separados em notícias e reportagens de entretenimento.
Os títulos das matérias foram os elementos mais lembrados, o que suporta a ideia de que os posts do Facebook são mais lembrados pela sua integridade. Além disso, os títulos das reportagens de entretenimento foram mais lembradas que as notícias do dia. Isso confirma a a noção de que o fator "fofoca" ajuda no processo de memória.
No entanto, os comentários dos leitores foram os elementos mais lembrados pelos entrevistados -- da mesma forma que os posts do Facebook.
Os cientistas suspeitam que exista uma espécie de pré-disposição do cérebro em guardar elementos de comunicação digital. Para eles, há grande probabilidade de conseguirmos memorizar uma linguagem não muito elaborada [posts do Facebook], que a uma feita em termos mais formais [trechos de livros ou de notícias].