segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

A Desvalorização do Professor na sociedade brasileira atual.


Após ler sobre o quanto os youtubers brasileiros vem "faturando" ao fazer caras e bocas, piadas sem graças, paródias de músicas, etc., resolvi escrever sobre a situação atual da classe profissional a qual estou inserida: Professor. Isso nos leva a refletir sobre tal situação... Um professor licenciado, leva muito tempo para se graduar; leva muito tempo para se especializar; e os estudos não param. São cursos de capacitação e a tarefa de se manter atualizado diariamente. Ser professor hoje, não é estar apto a atuar em só uma área, mas em diversas áreas do saber.  No mundo atual onde as ferramentas voltadas para tecnologia estão a cada dia mais nas mãos de crianças e jovens, precisamos fazer uso dos mais variados recursos didáticos ao ministrar uma aula e dessa forma, levarmos ao aluno o verdadeiro objetivo da escola: o ensino-aprendizagem. 

Um breve histórico dessa situação atual do Professor, faremos a seguir...

Desde que o mundo é mundo temos em nosso meio uma célebre frase: “no meu tempo as coisas eram bem melhores…”. Com certeza ela vem carregada de fortes ingredientes saudosistas e alguns outros de desconhecimento histórico. Quando se fala do professor, essa frase tem um peso ainda maior. Aqueles que hoje ultrapassaram os 40 ou 50 anos de idade e tiveram a oportunidade de estudar são os mais enfáticos nessa afirmação. Todavia, precisamos ter cuidado com as comparações, porque a história mostra claramente os motivos que levaram nossa sociedade a descaracterizar tão rapidamente o professor.
Não podemos nos esquecer que até os anos 60 do século passado, estudar era um privilégio de poucos. Menos de 30% das crianças tinham acesso aos estudos. Isso no chamado primário, pois para seguir existia o exame de admissão – uma espécie de “bloqueador” da continuidade – que só foi abolido nos anos finais daquela década. Privilégio que o Estado garantia para suas classes mais abastadas ou com maior capacidade de acesso por outros motivos, inclusive de localização territorial. Um dado que pode demonstrar isso é o de que quando da universalização do ensino fundamental, em 30 anos (1975-2005) o número de matrículas no norte do país aumentou de 780 mil alunos para 3.350.000, enquanto no sul do país a evolução foi de 3.590.000 para 4.228.000, ou seja, enquanto no primeiro foi da ordem de 329%, no segundo foi de 17%.
A universalização do ensino fundamental iniciada no final dos anos 70 do século passado e alcançada no ano 2000 foi acompanhada de uma série de outros fatores que levaram a profissão de professor perder seu valor social e econômico. Os investimentos em estrutura física não foram acompanhados por investimentos em pessoas. Pelo contrário, o grande aumento na oferta de vagas foi acompanhado pela admissão de profissionais com titulação inadequada para executar a profissão de professor, barateando o valor do trabalho. Isso trouxe outro fenômeno: a necessidade de “agilizar” a formação dos professores acabou trazendo para nossa realidade “cursos rápidos” de formação de professores que diminuíram e muito a qualidade dessa formação. Até bem pouco atrás tempo tínhamos cursos ditos universitários para professores com duração de dois anos. Isso porque até 1997 mais de 50% dos profissionais da educação só tinham o ensino médio completo. E, assistimos agora, com a reforma do Ensino Médio, o retorno desses profissionais não licenciados para aturarem novamente em sala de aula. Mas, porque? Sabemos que os cursos de licenciatura não vem atraindo mais alunos no meio universitários há décadas. 
O declínio é perceptível em todos os níveis de formação das licenciaturas: desde a quantidade de matrículas e concluintes até as altas taxas de evasão, tanto na rede pública quanto na particular. O crescente desinteresse pela docência vai além da queda no número de matrículas: mesmo entre os que se formam, são poucos os que realmente desejam seguir carreira em sala de aula. Geralmente menos concorridas, as licenciaturas podem servir como porta de entrada na universidade para quem deseja, eventualmente, pedir transferência para outro curso.

 Dentro do contexto histórico o fenômeno do trabalho feminino ganhava força no país. E essa “força de trabalho emergente” na procura por seu espaço laboral, sujeitava-se a remunerações muito abaixo das dos homens. Não só na educação, mas principalmente nela isso foi determinante para as estratificações salariais observáveis no magistério em nosso país. Explicando: o maior contingente de professoras mulheres está na educação infantil e no ensino fundamental, onde os salários são os mais baixos do país e onde a demanda de educandos é infinitamente maior. Quando avançamos na hierarquia formativa, observamos uma inversão nesse quadro. No ensino médio existe quase que uma paridade entre homens e mulheres e no ensino superior, onde os salários são convidativos, a predominância de homens é significativa.
Portanto, a desvalorização do profissional da educação não aconteceu por acaso no Brasil. Hoje temos cerca de 2,3 milhões de professores espalhados por este país vivendo realidades as mais variadas. Só numa coisa eles têm uniformidade: sua desvalorização. É aviltante acompanharmos o atual debate do piso salarial dos professores onde diversos Estados e municípios não querem praticá-lo. Nosso Estado de Goiás é um destes.  Está mais do que na hora de o governo federal aumentar sua participação nos investimentos da educação básica.  Está mais do que na hora de se rever a Lei de Responsabilidade Fiscal no que tange a folha de pagamento da educação, já que a mesma é um fator inibidor para as esferas públicas investirem mais nos salários. Mas, pelo que está sendo proposto pelo governo atualmente, não é bem isso que acontecerá...
Concluo dizendo que hoje o maior desafio para nossa educação é a formação e a valorização do  professor. Se não for resolvida essa equação, não teremos muitas perspectivas no campo educacional. E isso não se dá com discurso. Só existe uma forma disso ser conquistado: investimentos maciços no sistema educacional brasileiro. Só assim poderemos ter além da universalização das vagas, professores reconhecidos e capacitados para sua profissão.

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segunda-feira, 27 de junho de 2016

TDH/DDA em crianças/adolescentes.


Postei  aqui em 27 de maio de 2014, matéria excelente sobre o TDAH. Hoje, volto a postar  sobre o  tema pois como professora do Ensino Fundamental, venho observando o quanto este, está crescente entre nossos alunos e o quanto é importante o profissional da educação estar preparado para lidar com as diversidades em sala de aula e dessa forma, "alertar" a família para buscar o tratamento adequado para seu filho(a)...
  
  • O TDAH (DDA) não é um distúrbio passageiro, temporário, a ser superado, uma vez que é neurobiológico e não o resultado de falta de disciplina ou de controle dos pais, assim como não é falta de força de vontade ou de caráter da criança ou do adolescente como erroneamente muitos adultos pensam ser. A recuperação acontece em cerca apenas 30% dos casos.
  • Algumas crianças com TDAH (DDA) já são difíceis de serem cuidadas antes mesmo dos 3 anos de idade por serem muito ativas, irritáveis, temperamentais, autoritárias, podendo ainda ter distúrbio de sono e/ou alimentar.
  • Outras crianças com TDAH (DDA) não diferem das demais e só são avaliadas e diagnosticadas após o ingresso no período escolar ao apresentar prejuízo no aprendizado e/ou nos relacionamentos com colegas, professores ou pais. Isso porque os 3 sintomas mais marcantes do TDAH (DDA) – a distração, a impulsividade e a grande atividade, num grau mais leve, são comuns nas crianças em geral, daí muitas ficarem sem diagnóstico. Também as do Tipo Desatento podem passar despercebidas nos primeiros anos de vida.
  • Além de distraídos, a criança ou adolescente com TDAH (DDA) tem enorme dificuldade em sustentar a atenção durante muito tempo numa mesma tarefa, sem interrompê-la por inúmeras vezes.
  • Porém. quando motivados ou desafiados por situações inovadoras (televisão, vídeo-game, salas de bate-papo, etc...), eles têm um poder de hiperconcentração, nem se dando conta do que acontece à sua volta.
  • Os hiperativos/impulsivos, são incapazes de planejar, selecionar com antecedência, para depois executar algo. Eles não conseguem controlar, inibir seus impulsos: dificilmente ficam quietos num lugar por muito tempo, podem ser muito falantes, falar sem pensar, sendo muitas vezes inconvenientes, interromper a fala dos outros, jogos, responder a questões antes de serem totalmente formuladas, comer muito, comprar muito, etc.
  • Essa falta de autocontrole pode ser o terror de muitos pais e/ou professores, que sentem-se incapazes de colocar limites caso não conheçam o transtorno e como lidar com ele.
  • Geralmente são desorganizados com seu material escolar, sua mochila, sua mesa, gavetas e principalmente com o planejamento de suas tarefas, estudos, empurrando-os sempre para a última hora (isso quando não deixam de fazê-los). Estão sempre atrasados, lutando contra o tempo.
  • Problemas de memória são freqüentes: esquecem nomes, datas de trabalhos, provas, perdem ou esquecem objetos com facilidade. Como conseqüência vem a preocupação e ansiedade crônicas, por não se sentirem confiáveis.
  • Também têm muita dificuldade em notar, interpretar dicas e regras sociais: sempre querem fazer tudo "do seu jeito, no seu tempo". Isso explica muitas vezes a dificuldade de viver adequadamente em sociedade, seus desencontros nos relacionamentos sociais e pessoais.
  • A criança ou adolescente com TDAH (DDA) não sabe lidar com fracasso, frustração. Estão sempre ansiosos, sentem-se incompreendidos e irritam-se com facilidade.
  • Com a auto-estima fragilizada por tantos rótulos negativos já recebidos, com frequência "chutam o pau da barraca", por serem super reativos e por acharem que já não têm muito a perder.
  • O transtorno gera uma real incapacidade na criança ou no adolescente de controlar sua própria vontade ou comportamento, relacionando-os com a passagem do tempo: muitos são incapazes de ter em mente futuros objetivos e/ou medir as conseqüências negativas de seus atos impulsivos a longo prazo.
  • O TDAH (DDA) erroneamente, muitas vezes é apresentado como distúrbio de aprendizagem, mas na verdade é um distúrbio de realização.
  • Crianças ou adolescentes com TDAH (DDA) sentem-se muito melhor quando após serem diagnosticadas, fazem um tratamento focado, onde os seus problemas e dificuldades são trabalhados e suas qualidades são realçadas e alimentadas, visando sempre a melhoria de sua auto-estima, nunca esquecendo dos limites a serem respeitados. Afinal, geralmente são inteligentes, sensíveis, curiosos, criativos, atrevidos, inventivos, com muita energia, espontaneidade, etc., com necessidade de uma "condução" adequada. (Fonte: Univerdo tdah - Cleide Heloísa Partel)


sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Discurso Indireto: A implantação das Organizações Sociais nos Colégio...

Discurso Indireto: A implantação das Organizações Sociais nos Colégio...: Estamos vivendo momentos difíceis aqui em Goiás. Tudo em virtude da implantação das tais Organizações Sociais para gerir o ensino público g...

A implantação das Organizações Sociais nos Colégios Estaduais de Goiás;

Estamos vivendo momentos difíceis aqui em Goiás. Tudo em virtude da implantação das tais Organizações Sociais para gerir o ensino público goiano. Diante dessa situação...
"Dando nome aos bois. Prezados, depois de muita pesquisa, reuni algumas informações importantes sobre este processo mais do que duvidoso de contratação de OS's em Goiás. É escandaloso.
Escrevo porque o governo do Estado não quer fazer o debate público. E, mais do que nunca, as pessoas precisam ter acesso à informação e refletir com base em documentos empíricos sobre o que está acontecendo.
Leia e nos ajude a juntar e analisar as informações. Compartilhem, divulguem, discutam.
Em 09 de Abril de 2015, o Governo do Estado abriu uma Convocação de Qualificação das OS’s (VER CONVOCAÇÂO AQUI: http://portal.seduc.go.gov.br/…/Convoca%C3%A7%C3%A3o%20OS%2…).
Até 10 de novembro, o Senhor Antonio Faleiros falava em entrevista que 16 entidades teriam já se candidato. Veja, em novembro, até 10 dias atrás, havia16 entidades. Mas, agora, a Secretária de Educação, Raquel Teixeira, afirma que já apareceram 27 entidades. Da noite para o dia.
De todo modo, até agora, somente 01 destas entidades foi qualificada como ORGANIZAÇÃO SOCIAL DE EDUCAÇÃO.
Que entidade é essa? Que entidade é essa que agora foi qualificada como Organizações Social de Educação?
Trata-se da chamada IBRACEDS (Instituto Brasileiro de Cultura, Educação, Desporto e Saúde).
Ela foi qualificada no decreto n.o. 8.447, DE 03 DE SETEMBRO DE 2015. (VER DECRETO AQUI: http://www.gabinetecivil.goias.gov.br/…/20…/decreto_8447.htm).
Essa é a única Organização Social de Educação até agora. Não existe outra em Goiás.
Bom, e a quem pertence esta organização?
O presidente da IBRACEDS é o senhor Antonio De Souza Almeida. Mas, quem é ele? Ele é simplesmente o dono da editora Kelps.
Altamente bem relacionado. vice-presidente da Fieg e presidente do Conselho de Responsabilidade Social da Federação das Indústrias do Estado de Goiás, do Sigego/Abigraf (sindicatos das gráficas de Goiás) e escreve correntemente para o Diário da Manhã.
Trata-se, pelo que me parece, de uma figura de confiança do Governador Marconi Perillo. Ele publica constantemente artigos para o Diário da Manhã glorificando o senhor Marconi Perillo e seu governo. Alguns exemplos de artigos de exaltação do grande líder estão aqui:
(http://www.dm.com.br/…/inova-goias-o-brasil-e-o-mundo-preci…).
(http://www.dm.com.br/…/goias-na-vanguarda-das-grandes-trans…).
O que importa aqui é que a única organização privada que foi qualificada pelo Estado de Goiás como OS de Educação até agora e que, portanto, herdará, senão todas as unidades escolares, boa parte delas, é de um empresário importante, que articula não só as empresas gráficas, sempre interessadas no mercado da educação e nas relações com o governo, mas sobretudo que articula a própria Federação das Indústrias de Goiás.
Aqui, há uma abertura clara para que a FIEG - representante máxima dos interesses da indústria em Goiás (que tem uma política educacional também clara) - assuma o controle da educação pública de modo menos indireto.
Mas, não paramos por aí.
O senhor Antonio de Almeida, além de escritor, dono de indústria gráfica, membro da FIEG, também responde ou respondeu (não pudemos ainda averiguar o resultado deste) por um processo de fraude de licitações do governo do Estado de Goiás.
O processo que ele respondeu diz o seguinte. Que em Janeiro de 1999, o senhor Luís Felipe Gabriel Gomes assumiu o Secretaria das Comunicações do Estado de Goiás e Marialda Regis Valente foi nomeada Superintendente de Administração e Finanças da SECOM-GO.
Eles fizeram uma licitação para contratar uma empresa gráfica para fazer um livreto sobre os resultados das eleições de 1998.
Das 3 empresas que concorreram, venceu a gráfica chamada Mercosul, de propriedade de Leandro Rodrigues de Almeida.
Mas, quem é Leandro Rodrigues de Almeida? Ora, ele é, por sinal, filho de Antonio de Sousa de Almeida, dono da Kelps editora e presidente da nossa única Organização Social de Educação. Inclusive consta nos autos que Antonio era quem administrava a empresa do Filho, a Mercosul.
Porém, segundo a própria Marialda, a Superintendente de Administração e Finanças, o processo de licitação havia sido montado, pois o serviço já havia sido feito, o livreto já estava produzido.
Por quem? Quem já havia feito o livreto sem licitação? A editora Kelps, do Antonio, pai do dono da Mercosul, que foi quem ganhou a licitação.
Ou seja, a licitação foi só para encobrir um negócio já feito sem licitação.
Me parece, e aqui não consegui averiguar ainda, que este processo não deu em nada. Isso preciso ainda confirmar. A última argumentação do STJ é de que o processo estava mal instruído. (VEJA AQUI:http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp…).
Mas, continuemos tratando da nova OS de Educação, A IBRACEDS, do Senhor Antonio de Almeida.
Veja, essa OS foi qualificada em 03 de setembro. No dia 17 de setembro, 14 dias depois de ser qualificada, procurada por uma reportagem de O POPULAR, a OS se mostrou completamente despreparada para lidar com qualquer questão da educação. Veja uma parte da reportagem:
“O presidente do Ibraceds, Antônio Almeida informa que o grupo gestor não tem as diretorias definidas. As atribuições deverão ser distribuídas em reunião prevista para ocorrer na próxima semana, quando também deverá ser inaugurada a nova sede do instituto. Atualmente o Ibraceds ocupa uma sala na rua 19, no Setor Marechal Rondon onde também fica a empresa do presidente, a Editora Kelps. “Apesar de termos um quadro com pessoas técnicas bastante qualificadas, ninguém está apto a responder por áreas específicas, como a educação”, disse respondendo questionamento sobre o que as OSs poderão oferecer à educação goiana e qual seria a relação de uma organização social com os professores efetivos.”
(http://www.opopular.com.br/…/atividade-principal-de-institu…)
O quê? A empresa, mesmo depois de qualificada, não tem sede própria? Pior ainda, usa a sede de uma empresa privada com fins lucrativos? Pior, a sede da sua própria empresa privada? Mais ainda, não tem quadro para responder pela educação mesmo tendo sido qualificada pelo governo como organização social de educação?
Sinceramente, isso me pareceria suficiente para dizer que essa qualificação como OS de educação não foi um processo sério, honesto.
Mas, tem muito mais.
Segundo esta mesma reportagem de O Popular, “No cadastro da Receita Federal, o nome do médico André Luiz Braga das Dores é o único que aparece como sócio do Ibraceds”.
Quem é André Luiz Braga das Dores? Trata-se de um ex-diretor da HGG.
Esse senhor foi acusado, em 2011, pelo MP de estar envolvido no escândalo de fraude no fundo rotativo dos hospitais públicos. Trata-se da operação do MP chamada “fundo corrosivo”. http://www.mp.go.gov.br/…/fundo_corrosivo_acp_improbidade.p…
Nesta operação, o MP solicitou a cabeça de 21 envolvidos, entre Secretários de Saúde, diretores e funcionários de hospitais públicos de Goiânia.
Mas, a ação é uma verdadeira peça de ficção. O fundo rotativo dos hospitais é um fundo que deve ser usado para coisas rápidas, como conserto de equipamentos por exemplo. Por isso dispensa licitações. Mas, cada uso não pode ultrapassar os R$ 8.000,00.
O que os gestores dos fundos faziam? Uma funcionária do HUGO chamada Tânia, por exemplo, uma das responsáveis pelo fundo rotativo, contratava várias empresas vinculadas ao senhor Íris, para fazer inúmeros trabalhos, compra de equipamentos, reformas grandes do hospital. Tudo isso parcelando e com notas falsas de serviços feitos.
Mas, quem era esse senhor Íris? Ora, era dono de empresas e NOIVO de Tânia. Este esquema se estendeu por vários hospitais públicos, sempre envolvendo as empresas ligadas ao senhor Íris.
Aqui eles desviavam dinheiro a torto e a direito e, segundo a ação do MP, tudo isso com o conhecimento e ‘autorização’ dos diretores dos hospitais. Dentre eles, do sr. André Luiz Braga das Dores, na época diretor do HGG e sócio único, segundo O POPULAR, da ONG IBRACEDS.
O escândalo foi tão grande, que o senhor Marconi Perillo teve que determinar a exoneração dos diretores de hospitais. Dentre eles, o próprio André Luiz. (VER AQUI: http://www.cremego.cfm.org.br/index.php…).
No entanto, este senhor reaparece como Diretor do HGG (ainda não sei como, se chegou a ser exonerado ou não) e ali permanece inclusive durante a implementação das OS’s. Fica lá até 2014, quando ele mesmo pede exoneração por questões pessoais.
Acontece que antes de pedir exoneração, o MP já tinha entrado com outra ação contra ele e contra outras fraudes em hospitais públicos. Inclusive contra o próprio Secretário de Saúde à época. E quem era esse Secretário de Saúde? QUEM? QUEM?
O senhor Antonio Faleiros. Ora, ora. Antonio Faleiros (hoje responsável por qualificação e contratação de Organizações Sociais de Educação) e André Luiz Braga das Dores (hoje sócio da única entidade qualificada pelo governo como Organização Social de Educação) estão respondendo processos juntos por improbidade administrativa. Veja, segundo a lei estadual de 2005, um dos responsáveis por contratar as OS’s é o secretário extraordinário do governo do Estado. É justamente esta pasta que o Antonio Faleiros assumiu este ano.
O processo é tão grave, que o Promotor Fernando Krebs “requereu o deferimento da medida cautelar para efetivar o bloqueio de bens de Antônio Faleiros, André Luiz Braga e Irani Ribeiro, até o valor de R$ 15,18 milhões e de Cairo de Freitas, Hélio de Souza e Maria Lúcia Carnelosso, até o valor de R$ 5,06 milhões”. (http://www.mpgo.mp.br/…/ultimos-cinco-secretarios-estaduais…).
Segundo site do MPGO, este processo permanece em andamento.
Em resumo, três dos envolvidos no processo de organização social de educação ou já foram denunciados por fraude, ou estão respondendo por fraude em licitação e outros. Um deles, responsável por qualificar e contratar Organizações Sociais. Os outros dois, como única organização social qualificada até agora.
O grande mérito das OS’s segundo todos que a defendem é flexibilizar a contratação de serviços. Conseguir fugir das amarras da lei de licitação. Ter mais agilidade para usar o recurso. Ora, isso quer dizer, na prática: facilitar o processo de desvio de dinheiro para empresas privadas diversas, desde empresas de reforma de escolas, até empresas gráficas de propaganda e material didático.
Não estou dizendo que isso vai acontecer. Estou dizendo que as condições para isso acontecer estarão muito bem criadas caso as OS's sejam mesmo contratadas."

Autor do texto: 
Rafael Saddi, prof. da Universidade Federal de Goiás.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Dia dos Professores.O que está acontecendo?

O texto a seguir não foi escrito por mim mas, como vivo a realidade atual de nossas escolas, considerei uma justa homenagem do autor do mesmo que é Psicólogo e uma brilhante reflexão. 


Dia 15 de outubro, dia dos professores. Primeiramente, gostaria de parabenizar todos os mestres. Mesmo que seja uma profissão como outra qualquer, essa em específico, me faz ser um admirador pela possibilidade de educar e passar conhecimento ao próximo.

Vemos com frequência nos dias de hoje, que todos os dias são comemorados alguns "movimentos". Esse movimento se da devido a divulgação de informações, principalmente pelas redes sociais, que hoje se fazem de fácil acesso à grande maioria. Porém, qual o significado de comemorar um dia, como por exemplo, o dia dos professores?

Talvez estejamos compartilhando imagens, frases bonitas, decorativas, que nos tragam uma boa quantidade de "curtidas" e "compartilhamentos", mas o que realmente fazemos diante do assunto prestigiado em cada dia que se passa?

Os professores passaram por um processo de regressão absurdo dentro da nossa cultura. Desde minha época escolar, pré-escola, ensino fundamental, ensino médio, para hoje, o que não é um grande período de tempo, consigo observar mudanças onde não enxergo pontos positivos nas mesmas, por exemplo:

- Fui educado por pessoas que eram respeitadas pelos meus pais e por boa parte da sociedade. Hoje, vejo alunos baterem em professores, e pais demitindo os mesmos por estabelecerem regras necessárias aos seus filhos.

- Fui educado por pessoas que eram consideras protagonistas em possibilitar à mim, uma oportunidade de desenvolvimento biopsicossocial adequado. Hoje vejo profissionais desvalorizados e censurados por motivos sócio-políticos.

- Fui educado por pessoas que podiam se orgulhar em serem tais profissionais na rua, simplesmente por serem reconhecidos. Hoje, brigam por ter um salário que seja capaz de proporcionar uma vida digna. 

O que está acontecendo? Quando paramos de nos importar com a educação e o desenvolvimento dos nossos filhos, considerando esses, dentro de uma sociedade, a qual não podemos negligenciar para o bem de todos inclusive deles?

Acredito que hoje tenho a oportunidade de compartilhar as minhas ideias e experiências profissionais, pois tive vários mestres ao decorrer da vida, e ainda tenho, e terei, até o final dela.

Venho aqui, através dessa publicação, agradecer à todos os professores e mestres da vida que passaram pela minha existência. Agradeço por me ensinarem a aprender, sem vocês, nada do que tenho conquistado em mim vida teria sido possível. Só agradeço. Obrigado.

"Professores ideais são aqueles que se transformam em pontes e que convidam os alunos a cruzá-la, depois de ter facilitado sua passagem, com alegria e colapso, incentivando-os a criar pontes a partir de suas próprias atitudes." (Nikos Kazantzakis)

(Júlio Furlaneto - Psicólogo de Campo Grande - MS)

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Discurso Indireto: Estudo comprova que smartphone é prejudicial aos r...

Discurso Indireto: Estudo comprova que smartphone é prejudicial aos r...: Como muita gente já desconfiava, uma pesquisa da Universidade de Baylor, nos Estados Unidos, confirmou que os smartphones podem sim ser p...

Estudo comprova que smartphone é prejudicial aos relacionamentos amorosos.

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Como muita gente já desconfiava, uma pesquisa da Universidade de Baylor, nos Estados Unidos, confirmou que os smartphones podem sim ser prejudiciais aos relacionamentos amorosos e que, em alguns casos, podem levar à depressão.
O estudo “Minha vida tornou-se uma grande distração para meu telefone celular: Phubbing e satisfação com o relacionamento entre parceiros românticos” foi publicado no diário científico “Computers in Human Behavior” e contou com 453 participantes.
A ideia era analisar os efeitos do “Pphubbing” (hábito de utilizar o celular enquanto se está ao lado do parceiro) nos relacionamentos e o resultado foi a descoberta de um impacto bem negativo, como era de se esperar.
O grupo de pesquisadores identificou como um padrão que, quando alguém percebe que seu parceiro está deixando-o de lado para ficar no celular, isso cria conflitos e gera insatisfação. Essa insatisfação com o relacionamento, acarreta níveis mais baixos de satisfação com a vida e, o que acaba elevando os níveis mais elevados de depressão.
Na primeira etapa da análise, 308 adultos foram ouvidos e criou-se uma “escala de Pphubbing”, com nove hábitos comuns entre usuários de smartphones, taxados pelos próprios participantes como “esnobes” ou individualistas, numa tradução adaptada.
As reclamações mais frequentes categorizadas foram: “Meu parceiro coloca o seu celular onde ele pode vê-lo quando estamos juntos” e “Meu parceiro checa a tela do celular enquanto fala comigo”.
A segunda etapa contou com depoimentos de 145 pessoas e para medir o nível de “Pphubbing” entre os casais, quando os participantes responderam aos nove itens desenvolvidos na primeira parte do estudo.
Também foram medidos na segunda fase os conflitos causados pelo celular, satisfação no relacionamento, satisfação com a vida, depressão e "qualidade" de ligação entre os parceiros, como “ligação ansiosa”, quando as pessoas são menos seguras no relacionamento.
O resultado concluiu que 46,3% dos participantes são “ignorados” por seus parceiros, 22,6% afirmaram que o “Pphubbing” causa conflitos em suas relações, e 36,6% disseram sentirem-se depressivos em parte do tempo. Apenas 32% do total disseram estar muito satisfeitos com seus relacionamentos.
Enfim...
Concordam?

(Fonte: Catraca Livre, 05/10/2015)