sexta-feira, 14 de junho de 2013
Discurso Indireto: Avaliações externas x melhoria da Educação
Discurso Indireto: Avaliações externas x melhoria da Educação: A proximidade da Prova Brasil, aplicada entre os dias 7 e 18 de novembro em escolas de todo o país, me traz de volta a um tema já tratado n...
Avaliações externas x melhoria da Educação
A proximidade da Prova Brasil, aplicada entre os dias 7 e 18 de novembro em escolas de todo o país, me traz de volta a um tema já tratado nesta coluna, em Avaliação Não É Ameaça (agosto de 2008). O problema persiste e a advertência continua válida. Exames que devem orientar nossa Educação podem acabar contribuindo para glorificar algumas escolas e estigmatizar muitas outras, o que é um desserviço. Mas essa questão complexa não recomenda reações impensadas, como combater as avaliações.
Exames gerais e estatísticas educacionais são dever de Estado e a política que estabeleceu isso é uma conquista das últimas décadas. Esse sistema de monitoramento da Educação Básica é essencial, mesmo resultando em manchetes que nos constrangem ao mostrar alunos chegando ainda não alfabetizados ao 6º ano ou ao 9º com a formação esperada no 5º. Pior seria, no entanto, não tomar conhecimento disso. Afinal, sem diagnóstico, não há tratamento. Em vez de punir a defasagem, é importante cuidar dela, como se faz em países onde avaliações periódicas são a rotina que orienta planos de metas revistos anualmente. De nada adianta lamentar os maus resultados sem buscar melhorá-los ou reduzir a formação dos estudantes à preparação para exames nacionais. É preciso refletir sobre como fazer melhor uso dos indicadores educacionais. Será que adestrar os alunos para provas, por mais importantes que elas sejam, pode constituir a razão de ser de uma escola? O que fazer para que as defasagens diagnosticadas orientem de fato a melhoria do ensino?
Sem essa reflexão, corre-se o risco de distorcer o sentido das avaliações externas e agravar os problemas existentes. Por exemplo, quando se observa apenas o ranking, escolas que, por princípio, admitem sem restrições seus alunos ficam atrás de outras que selecionam as crianças na matrícula para não comprometer suas médias. Do mesmo modo, ao comparar o desempenho de escolas de clientela abastada com o daquelas em regiões mais pobres sem levar em conta os dois contextos, corre-se o risco de esquecer que estas, para suprirem suas carências, precisariam estar ainda mais bem equipadas que as primeiras.
Entre as unidades bem classificadas há, naturalmente, exemplos de boas práticas educativas. Mas também há boas escolas fora do pelotão da frente, que ficam sujeitas à injustiça do “ranqueamento” e não recebem a devida atenção. Uma distorção desse tipo tem ocorrido em redes públicas que, para melhorar o atendimento, premiam professores de acordo com metas alcançadas. Conversei com a diretora de uma das escolas mais bem conceituadas de sua região. Ela viu despencar a pontuação da instituição depois de receber alunos de outra com pior desempenho que fechara. O problema fez com que a escola perdesse bons professores para um colégio privado e ficasse sem saber como recuperar a motivação para o trabalho. Diante disso, discutimos maneiras de apoiar os novos docentes e recuperar duas centenas de alunos. Outra decisão foi alertar a rede para aperfeiçoar seus critérios, de forma a levar em conta a situação enfrentada em cada unidade, apoiá-la em seus desafios e não puni-la.
O exemplo mostra que quem lida com situações extremas ou atípicas deve ser respeitado e valorizado, e não criticado, e que o dever do Estado não se resume à avaliação. Começa com ela e, com base em resultados que identifiquem problemas, é preciso estimular uma revisão de metas para resolvê-los. Pode ser ilusório tentar eliminar a competição associada a uma política pública que verifica a qualidade das escolas, mas não podemos ficar reféns dela ou dos desvios decorrentes, sob o risco de deixarmos sem assistência os alunos das unidades escolares que mais precisam de ajuda.
(Luis Carlos de Menezes- Revista Nova Escola/Maio 2013)
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Discurso Indireto: Regras de etiqueta no Facebook: fiquem atentos!
Discurso Indireto: Regras de etiqueta no Facebook: fiquem atentos!: Todos nós sabemos que existe uma questão de educação social que deve ser respeitada por todos nós cidadãos, tanto em nossa vida real, q...
Regras de etiqueta no Facebook: fiquem atentos!
Todos nós sabemos que existe uma questão de educação social que deve ser respeitada por todos nós cidadãos, tanto em nossa vida real, quanto em nossa vida virtual, é importante respeitarmos nossos amigos, colegas e aqueles que nos rodeiam. Uma pessoa bem educada por sua família refletirá isso em qualquer ambiente, inclusive por meio de palavras virtuais.
Algumas vezes podemos confundir nossas redes sociais com nossa vida real, no entanto, ambos são exatamente iguais. No Facebook, por exemplo, é um espaço em que você partilha e compartilha opiniões e questões com seus amigos, mas é importante lembrar que pode não ser nada legal – nem para você, nem para seu amigo – que ambos partilhem mensagens intimas demais para alguém, até parece que, às vezes, as pessoas esquecem que todo mundo pode ler o que estará escrito. Pense antes de postar alguma coisa. Muitos postam e depois mudam as configurações de privacidade, no entanto, esquecem-se de que o Feed de notícias mostra sua mensagem, mesmo sendo bloqueada posteriormente.
Eis, a seguir, algumas dicas de etiqueta que podem valer ouro no Facebook e outras redes sociais:
- Evite letras maiúsculas: na internet, letras maiúsculas significam gritar, tenha atenção ao Caps Lock;
- Evite palavrões: palavras ofensivas demais podem não ser bem-vistas por seus colegas e superiores, e podem que você seja uma pessoa que talvez você não seja. Lembre-se: uma palavra escrita, sempre permanecerá, mesmo que seja momentâneo para quem a escreve;
- Evite a politicagem: prefira opinar ou ter uma discussão saudável sobre algo polêmico. Discussões políticas só são bem-vistas em ambientes próprios a isso;
- Evite reclamar da vida: ninguém gosta de se aproximar de pessoas negativas, que só reclamam da vida. Pessoas rancorosas sempre ficam sozinhas;
- Evite muita sinceridade: dê sua opinião, mas tenha o bom-senso a seu favor. Ninguém gosta de receber críticas das quais tem plena ciência. Se quiser aconselhar ou opinar algo a alguém, faça-o pessoalmente, palavras podem ser mal interpretadas por quem a lê;
- Evite correções públicas: por mais que as pessoas tenham dificuldade ortográficas e gramaticas, evite corrigi-las publicamente. Lembre-se: você não é perfeito e pode cometer erros também;
- Evite discutir o gosto alheio: mesmo que não concorde com seu amigo, não precisa discordar e discutir com ele, apenas ignore, cada um pode gostar do que quiser, no entanto, não temos o direito de querer mudar a opinião alheia. Coisas pequenas podem tomar proporções inimagináveis;
- Evite achar que todos são iguais: não desmereça as postagens “bobas” dos seus amigos, lembre-se: nem todo mundo pode ter o mesmo tempo ou as mesmas ferramentas e disponibilidades que você na internet;
- Evite não colocar foto no perfil: ao entrar na rede social, aceite que você estará exposto e mostre-se – com bom-senso. Saiba que todos o visualizarão;
- Evite correntes virtuais se não tiver pleno conhecimento sobre: compartilhar imagens e histórias distorcidas sem saber sua real procedência pode não ser legal e gerar mal-estar por parte dos seus amigos;
- Interaja com as pessoas da mesma maneira que gostaria que interagissem com você!
E...o mais e essencial: jamais publique fotos com trajes íntimos.
A seguir, fragmentos de uma matéria vinculada na revista Época...
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Crack, a pedra da morte
Usuários de crack na região conhecida como "Cracolândia", em São Paulo
Estamos em aguda e profunda crise urbana e social relacionada ao crack, essa droga avassaladora, aniquiladora e mortal que vem fazendo vítimas e mais vítimas diariamente em todo canto do nosso país. O crack traz a morte em vida do seu usuário, arruína a vida dos seus familiares, aumenta a criminalidade onde se instala, degrada e mata mais do que todas as outras drogas juntas.
De poder sobrenatural, o crack pode viciar o usuário já na sua primeira ou segunda experiência e o que vem depois é a tragédia certa. Crack e desgraça são indissociáveis e quase palavras sinônimas. Relatos dos seus usuários e familiares, fatos policias diários e opiniões de especialistas sobre os efeitos e as conseqüências nefastas da droga podem ser resumidos em três palavras tão básicas quanto contundentes: sofrimento, degradação e morte.
A composição química do crack é simplesmente horripilante e estarrecedora. A partir da pasta base das folhas da coca acrescentam-se outros produtos altamente nocivos a qualquer ser vivo, tais como: ácido sulfúrico, querosene ou solvente e a cal virgem, que ao serem processados e misturados se transformam numa pasta endurecida homogênea de cor branco caramelizada onde se concentra mais ou menos 50% de cocaína, ou seja, meio à meio cocaína com os outros produtos altamente nocivos citados. A droga é fumada pura, misturada num cigarro comum ou num cigarro de maconha que recebe a denominação de "bazuca".
A fumaça altamente tóxica do crack é rapidamente absorvida pela mucosa pulmonar excitando o sistema nervoso, causando inicialmente euforia e aumento de energia ao usuário, com isso advém a diminuição do sono e do apetite com a conseqüente perda de peso bastante rápida e expressiva. Logo os efeitos nefastos aparecem para os seus usuários, tais como: aceleração ou diminuição do ritmo cardíaco, dilação da pupila, elevação ou diminuição da pressão sanguínea, calafrios, náuseas, vômitos, convulsão, parada respiratória, coma ou parada cardíaca, infarto, doença hepática e pulmonar, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC). Além disso, para os fracos e debilitados usuários sobreviventes, ao longo do uso da droga, há perda dos seus dentes, pois o ácido sulfúrico que faz parte da composição química do produto assim trata de furar, corroer e destruir a sua dentição. O crack também causa a destruição dos neurônios e provoca a degeneração dos músculos do corpo do seu usuário, fenômeno esse conhecido na medicina como rabdomiólise, o que dá aquela aparência esquelética ao indivíduo com ossos da face salientes, pernas e braços finos e costelas aparentes.
O crack é tão perigoso que até o próprio traficante que tem consciência desse perigo, de tal droga não faz uso. Dificilmente e raramente um traficante usa o crack o que não ocorre com os outros tipos de drogas em que muitos deles também as utilizam em consumo próprio.
A disseminação do crack é constante e diariamente prende os menos avisados assim como uma teia de aranha para as suas presas, transformando as suas vítimas em verdadeiros mortos-vivos a perambular pelo submundo da sociedade. A seguir o resultado de pesquisas de estudos da USP sobre a droga
o usuário de crack inala não apenas a cocaína, mas também uma substância derivada de sua pirólise, um éster denominado metilecgonidina (AEME). Essa substância provoca a morte de neurônios de um modo muito mais agressivo do que aquele observado quando o usuário cheira ou injeta a cocaína, como mostram estudos realizados na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP.
O crack é a mistura da pasta bruta de cocaína, bicarbonato de sódio e água." Quando o usuário aquece a pedra de crack, ele acaba por inalar não apenas a cocaína (um alcaloide) mas também a AEME, um éster. Por isso, os danos são muito maiores, pois o usuário sofre os efeitos tanto da cocaína como da AEME" , explica a professora Tania Marcourakis, do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da FCF, que é responsável por uma linha de pesquisa sobre o tema.Os pesquisadores realizaram estudos (in vitro) utilizando uma cultura primária de neurônios extraídos do hipocampo (região do encéfalo ligada à memória) de fetos de ratos. Os cientistas descobriram que nas amostras onde incubaram a AEME e a cocaína juntas, durante um período de 48 horas, houve pelo menos 50% mais mortes de neurônios, em comparação às amostras onde a cocaína e a AEME foram incubadas isoladamente na cultura primária de neurônios. Estes resultados indicam que o usuário de crack pode estar exposto a uma maior neurodegeneração em relação aos usuários de outras formas de uso da cocaína.
Este estudo foi realizado durante o mestrado do aluno Raphael Caio Tamborelli Garcia, " Efeitos neurodegenerativos da metilecgonidina e da cocaína em cultura celular primária de hipocampo" , apresentado em 2009 sob a orientação da professora Tania.
Atualmente, Garcia está cursando o doutorado nos Estados Unidos onde investiga os efeitos da AEME no cérebro de ratos. " A pesquisa tem o objetivo verificar se a AEME é apenas neurotóxica ou se também contribui para a dependência ao crack" , explica a professora.
Sabe-se que a fumaça que o usuário inala com a queima da pedra do crack é absorvida rapidamente pelo organismo, provocando, do mesmo modo, um efeito muito rápido. Então, quanto mais o usuário fuma, mais rápido é o efeito. E quanto mais ele fuma, mais ele quer fumar, e mais rápido se torna dependente da droga.
Segundo estudos realizados por especialistas na área, as dificuldades para o tratamento dos viciados em crack também são imensas, por isso, a grande preocupação das autoridades ligadas ao tema da intensa problemática. É preciso de extrema força de vontade do próprio viciado para poder se livrar desse malefício infernal.
A conscientização e o investimento em massa na área da educação e na prevenção, com aulas, palestras, seminários e um convívio mais profundo e dialogado no seio da sociedade especialmente entre pais e filhos, poderá livrar-nos dessa epidemia. Não podemos achar que a polícia ou a medicina resolverão os problemas, que, muitas vezes, se iniciam nos lares, escolas e outros lugares de convivência, principalmente dos jovens, mais expostos, por vários motivos, à atração do mundo das drogas.
No País do futebol precisamos sempre formar mais e mais competentes e excelentes atletas craques da bola, do esporte e não incompetentes e debilitados cracks desta droga satânica.
Lei Áurea, 125 anos: a “reinvenção” do trabalho escravo no Brasil.
A cada ano, milhares de trabalhadores pobres são recrutados para trabalhar em fazendas, carvoarias, canteiros de obras e oficinas de costura e, posteriormente, submetidos a condições degradantes de serviço ou impedidos de romper a relação com o empregador. Não raro, permanecem sem poder se desligar do empregador até que terminem a tarefa para a qual foram aliciados, sob ameaças que vão de torturas psicológicas a espancamentos e assassinatos. No Brasil, essa forma de exploração é chamada de trabalho análogo ao de escravo, escravidão contemporânea ou nova escravidão, prevista como crime no Código Penal (artigo 149), com pena de dois a oito anos de reclusão.
Sua natureza econômica difere da escravidão da Antiguidade clássica e daquela que aqui existia durante a Colônia e o Império, mas o tratamento desumano, a restrição à liberdade e o processo de “coisificação” são similares. O número de trabalhadores envolvidos é relativamente pequeno se comparado com a população economicamente ativa, porém não desprezível: de 1995 – quando o sistema de combate ao trabalho escravo contemporâneo foi criado pelo governo federal – até hoje, mais de 44 mil pessoas foram resgatadas dessa situação, de acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego.
A produção capitalista necessita de espaços não capitalistas para se desenvolver. Em função de sua natureza, não admite limitações na aquisição de matéria-prima e na criação de mercados. Vale lembrar que ao longo de séculos, países e corporações têm ido à guerra por esse motivo. Em um curto espaço de tempo, de acordo com uma sinalização de demanda no Extremo Oriente, empreendimentos agropecuários no interior da Amazônia são capazes de se expandir sobre áreas, na maioria das vezes, ocupadas por populações que vivem sob outro modo de produção. Em questão de anos, surgem grandes fazendas de gado, lavouras de soja, algodão e cana-de-açúcar, além de carvoarias, produzindo matéria-prima e gêneros alimentícios, onde antes viviam populações indígenas, camponeses, comunidades quilombolas ou ribeirinhas.
Nessa expansão, podem coexistir tecnologia de ponta e formas ilegais de trabalho. O que parece contraditório na verdade expressa um processo fundamental para o desenvolvimento desses empreendimentos, acelerando sua capitalização e garantindo a capacidade de concorrência.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Discurso Indireto: Postar foto de comida pode indicar distúrbio alime...
Discurso Indireto: Postar foto de comida pode indicar distúrbio alime...: você acha que postar um monte de fotos de comida no Instagram não é lá tão normal assim, digamos que há motivo para preocupação. Publica...
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