terça-feira, 26 de julho de 2011

PSICOPATAS : Cuidado com eles, geralmente são alegres e sedutores.

                                                
O termo "psicopata" caiu na boca do povo, embora a maioria das vezes seja usado de forma equivocada. Na verdade, poucos transtornos são tão incompreendidos quanto a personalidade psicopática.
Descrita pela primeira vez em 1941 pelo psiquiatra americano Hervey M. Clekley, do Medical College da Geórgia, a psicopatia consiste num conjunto de comportamentos e traços de personalidade específicos. Encantadoras  à primeira vista,essas pessoas geralmente causam boa impressão e são tidas como "normais" pelos que as conhecem superficialmente. No entanto, costumam ser egocêntricas, desonestas e indignas de confiança. Com frequência adotam comportamentos irresponsáveis sem razão aparente, exceto     pelo fato de se divertirem com o sofrimento alheio. Os psicopatas não sentem culpa. Nos relacionamentos amorosos detestam compromisso. Sempre têm desculpas para seus descuidos, em geral, culpando outras pessoas.Raramente aprendem com seus erros ou conseguem frear impulsos. No livro "Mentes Perigosas", que serve de imagem para este, a autora Ana Beatriz Barbosa Silva, assim define a psicopatia:
Esse tipo de pessoa pode arruinar empresas e famílias, provocar intrigas, destruir sonhos, mas não matam. E, exatamente por isso, permanecem por muito tempo ou até uma vida inteira sem serem descobertos ou diagnosticados. Por serem charmosos, eloquentes, “inteligentes” e sedutores costumam não levantar a menor suspeita de quem realmente são. Visam apenas o benefício próprio, almejam o poder e o status, engordam ilicitamente suas contas bancárias, são mentirosos contumazes, parasitas, chefes tiranos, pedófilos, líderes natos da maldade. Em casos extremos, os psicopatas matam a sangue-frio, com requintes de crueldade, sem medo e sem arrependimento. Porém, o que a sociedade desconhece é que os psicopatas, em sua grande maioria, não são assassinos e vivem como se fossem pessoas comuns.
 De acordo com a descrição da autora em questão, podemos fazer menção ao personagem vivido pelo ator Gabriel Braga Nunes na novela Insensato Coração, o "Léo". A primeira vista, o personagem pode realmente confundir algum desavisado. Ele é bonito, charmoso e abusa do romantismo para enganar suas vítimas. Na vida real, os psicopatas também são assim. Esse personagem ainda existe, é eterno, um modelo de comportamento. E pode ser pior do que um simples cafajeste. Pode ser um psicopata manipulador como o Léo. Por confiar nele, a mocinha Norma, interpretada por Glória Pires, foi parar na cadeia.
Na ficção, a beleza e o romantismo de Léo o ajudaram a confundir suas vítimas. Na realidade também é assim. Psicopatas são alegres, sedutores, estão sempre de bom humor. Em geral são vaidosos e fazem ótima propaganda de si próprios.Mantem e sentem orgulho de sua capacidade de enganar. Falam de sentimentos, embora sejam frios. Na sua maioria são homens e têm nas mulheres seus maiores alvos. Elas se apaixonam sem questionar e não pensam nas consequências. Ingênuas e carentes, confiam, abrem o coração, revelam aspectos de sua vida que deveriam ficar guardados. A facilidade atual de se conhecer pessoas pela Internet, em bares e baladas, as tornam ainda mais vulneráveis. Quem trabalha muito e está bem de finanças (hetero ou homossexual) muitas vezes não tem tempo para investir na vida afetiva e também vira presa fácil.  Conhece alguém na balada e após alguns drinques acaba na cama com o desconhecido. Pode ser roubado, enganado ou até mesmo assassinado.
Podemos observar características de psicopatia desde a infância até a vida adulta. Antes dos 18 anos, por uma questão de nomenclatura, o problema é chamado de Transtorno da Conduta. Crianças ou adolescentes que são francos candidatos à psicopatia possuem um padrão repetitivo e persistente que podem ser sintetizados pelas características comportamentais descritas abaixo:

  • Mentiras frequentes (às vezes o tempo todo);
  • Crueldade com animais, coleguinhas, irmãos etc.;
  • Condutas desafiadoras às figuras de autoridade (pais, professores etc.);
  • Impulsividade e irresponsabilidade;
  • Baixíssima tolerância à frustração com acessos de irritabilidade ou fúria quando são contrariados;
  • Tendência a culpar os outros por seus erros cometidos;
  • Preocupação excessiva com seus próprios interesses;
  • Insensibilidade ou frieza emocional;
  • Ausência de culpa ou remorso;
  • Falta de empatia ou preocupação pelos sentimentos alheios;
  • Falta de constrangimento ou vergonha quando pegos mentindo ou em flagrante;
  • Dificuldades em manter amizades;
  • Permanência fora de casa até tarde da noite, mesmo com a proibição dos pais. Muitas vezes podem fugir e levar dias sem aparecer em casa;
  • Faltas constantes na escola sem justificativas ou no trabalho (quando mais velhos);
  • Violação às regras sociais que se constituem em atos de vandalismo como destruição de propriedades alheias ou danos ao patrimônio público;
  • Sexualidade exacerbada, muitas vezes levando outras crianças ao sexo forçado;
  • Introdução precoce no mundo das drogas ou do álcool;
  • Nos casos mais graves, podem cometer homicídio.
Como fazer para não ser uma vítima? Desconfiar, desconfiar sempre. Quando se conhece alguém apresentado por um amigo, quando se sabe um pouco da história de vida da pessoa, é possível confiar. Mas alguém que se conhece num site, num bar ou numa balada é uma incógnita. Primeiro, deve-se marcar encontros em lugares públicos, saber o nome verdadeiro, ter o telefone, conhecer um pouco da história daquela pessoa. Quem é prudente jamais leva um desconhecido para casa. Muito menos conta a ele quanto ganha, o que possui. Só depois de alguns encontros, já de posse de bom número de referências seguras, deve-se ficar a sós com alguém que se conhece assim. E quem já está num relacionamento e desconfia das intenções do parceiro? Se desconfia, geralmente tem motivos: ele pergunta muito sobre sua vida financeira, fala pouco de si mesmo, conta mentiras, esquece sempre a carteira ou perde o cartão na hora de pagar a conta, não diz onde mora ou trabalha. Nesse caso, é melhor enfrentar logo a situação e, no caso de descobrir que as desconfianças eram verdadeiras, ter a coragem de se afastar.
É claro que podemos ter encontros verdadeiros e até um casamento com alguém que conhecemos pela Internet, na rua ou num bar. Mas sem ingenuidade, com os pés no chão. Dessa maneira, se o destino colocar uma pessoa realmente interessante em nosso caminho, não vamos perdê-la, mas com certeza também não seremos mais uma vítima da novela da vida real. 
Porém, temos que ter sempre em mente que tal transtorno apresenta formas e graus diversos de se manifestar e que somente os casos mais graves apresentam barreiras de convivência intransponíveis. Segundo o DSM-IV-TR a psicopatia tem um curso crônico, no entanto pode tornar-se menos evidente à medida que o indivíduo envelhece, particularmente a partir dos 40 anos de idade.


quinta-feira, 7 de julho de 2011

O MEC e o livro que ensina a ignorância.

O livro didático acima, foi distribuído a meio milhão de estudantes de escolas públicas brasileiras e custou aos cofres federais alguns milhões de reais. E, o mais grave do referido livro: utilizar dinheiro público para que o povo fale errado. Como considera-lo? Uma extravagância idiomática, um delírio acadêmico ou uma teoria insustentável? Mas, o certo é que a ideia defendida pelo livro é que não haveria necessidade de seguir a norma culta da língua portuguesa e, pobre do professor que,  ao corrigir seu aluno estará praticando o "preconceito linguístico". Dessa forma, ensinar a língua culta aos alunos em substituição à popular constitui sacrilégio ou preconceito. Deve-se, portanto, respeitar o jeito errado mesmo na escola e na frente do mestre. Mesmo em se tratando, naquele momento, de uma aula de gramática, "Nóis vai" está correto, assim como todas as incorreções impostas por corruptelas e deformações, por displicência ou falta de vontade de aprender e de ensinar. Outro detalhe: o livro condena também por "preconceito linguístico" todos aqueles que se espantavam com o modo de falar do ex-presidente Lula. 
Sabemos que a língua faz parte do patrimônio cultural de uma nação. É também o principal meio de comunicação de qualquer sociedade. Por meio dela se transmitem valores, as normas, as crenças, as leis. Se a escola existe para ensinar e educar, como usar um livro que é simetricamente contra todos os argumentos a favor do idioma? Até os princípios da filosofia e da sociologia são subvertidos. Onde ficam os valores passados, presentes e futuros que devem ficar atrelados ao idioma de qualquer povo? A língua é tutelada pelo conhecimento e isso implica necessariamente constante evolução e separação do modo culto e vulgar das ruas. Para tanto, a reforma ortográfica está aí e todos nós estamos "reaprendendo" a forma culta da nossa língua.
Na história da antiga União Soviética, certa vez, radicais bolcheviques sugeriram ao ditador Stálin a criar um nova língua, no lugar do cultíssimo russo das academias e dos grandes escritores e que era também falada pelas elites ligadas aos czares depostos pela revolução. Stálin, mesmo iletrado, mas um pouco visionário, não aceitou o sacrifício da sua língua natal. Ele entendeu que não aprendera o certo e que permanecia no erro porque ninguém o ensinou a maneira correta.
Essa atitude chancelada pelo MEC , nos faz pensar que tudo que aprendemos e que nos foi repassada pelas gerações passadas, podem ser jogadas no lixo, pois não servem para nada. Em plena época de globalização, imaginem em uma entrevista de emprego um candidato que falar de forma errada, será avaliado de forma positiva?
Os idiomas globalizados usam somente as formas de falar e escrever mais refinadas nas suas relações internacionais. Nesse contexto, se a diplomacia brasileira exprimir-se vulgarmente, quando forem fazer  elogios a nossa soja para os chineses, irão dizer: ela é "bão bissurdo", no lugar de "ela é de excelente qualidade".
Confira abaixo trechos do livro sobre o assunto:

“É importante saber o seguinte: as duas variantes [norma culta e popular] são eficientes como meios de comunicação. A classe dominante utiliza a norma culta principalmente por ter maior acesso à escolaridade e por seu uso ser um sinal de prestígio. Nesse sentido, é comum que se atribua um preconceito social em relação à variante popular, usada pela maioria dos brasileiros”

“'Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado'. Você pode estar se perguntando: ‘Mas eu posso falar ‘os livro?’.’ Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico. Muita gente diz o que se deve e o que não se deve falar e escrever, tomando as regras estabelecidas para a norma culta como padrão de correção de todas as formas linguísticas. O falante, portanto, tem de ser capaz de usar a variante adequada da língua para cada ocasião”

“Na variedade popular, contudo, é comum a concordância funcionar de outra forma. Há ocorrências como:
Nós pega o peixe.
nós - 1ª pessoa, plural
pega - 3ª pessoa, singular
Os menino pega o peixe.
menino - 3ª pessoa, ideia de plural (por causa do “os”)
pega - 3ª pessoa, singular
Nos dois exemplos, apesar de o verbo estar no singular, quem ouve a frase sabe que há mais de uma pessoa envolvida na ação de pegar o peixe. Mais uma vez, é importante que o falante de português domine as duas variedades e escolha a que julgar adequada à sua situação de fala.”

Polêmico, o  livro didático Por uma vida melhor, de Heloísa Ramos, vem causando espanto pelo simples motivo da falta de justificativas do ministro Fernando Haddad não conseguir explicar à Comissão de Educação, Esportes e Cultura do Senado a lógica do livro.  Nisso tudo, fica-nos a preocupação de que, a criança que aprende como certo "nóis vai" no lugar de nós vamos, se habituará também a escutar o que dizem seus ouvidos e não titubeará em grafar as formas incorretas. Estará, em assim procedendo, coberto de razões, uma vez que o próprio Ministério da Educação de seu país o ensinou que é preconceito linguístico estranhar, espantar-se ou corrigir quem assim fala. 








Em 1984, a banda Ultraje a Rigor já cantava: "...a gente somos inútil..." Confiram:
















sexta-feira, 1 de julho de 2011

Dislexia : as palavras sem sentido.

O texto com parágrafos longos ou vocábulos recheado de termos novos pode ser um desafio e tanto para um disléxico. O problema anda em moda nas escolas e boa parte das crianças com algum tipo de dificuldade de leitura ganha esse rótulo. Na prática, estudos recentes, capitaneados pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, mostraram que,de cada 100 alunos encaminhados ao médico com suspeita de dislexia,apenas três  apresentaram o distúrbio. De qualquer forma, o diagnóstico precoce é essencial para barrar um ciclo bem conhecido entre os que sofrem de dislexia: a criança tem dificuldade de aprender, não se arrisca, para estudar e perde o interesse pela escola por medo, por puro medo. Na sala de aula, o disléxico, diante de um texto, pode ter dor de barriga, suar e sentir um mal-estar.
A dislexia é um distúrbio de linguagem sem causa definida, que traz dificuldades para ler , escrever e também soletrar. Os especialistas não sabem ao certo o que leva algumas pessoas a desenvolver isso. Existem pesquisas apontando que o problema poder ser herdado de pai para filho. Não tem cura, mas tem tratamento, ou seja, aprende-se a superar as dificuldades e a traçar novas rotas cerebrais para entender com perfeição um texto. O disléxico apresenta falha na decodificação da linguagem escrita. Isso significa que nem sempre identifica as letras de uma palavra e também pode não relacionar o som à letra. Vale saber que não tem nada a ver com déficit intelectual. Mesmo assim, é comum a criança passar a se inferiorizar, o que, em um futuro próximo, pode traduzir em baixa estima. Existem, inclusive, adultos que são disléxicos e não sabem. E amargam frustrações - sociais e profissionais - ao longo da vida.
Descobrir o problema precocemente é o ideal para evitar que os danos emocionais se instalem. O diagnóstico, porém, nem sempre é tão simples. E, somos, nós, educadores os principais responsáveis para tal. Por volta dos sete anos de idade acontece a alfabetização. E esse é um processo bem individual: algumas crianças pegam o jeito das palavras rapidamente e outras tropeçam até conseguir formá-las e interpretá-las corretamente. Além disso, problemas de visão, audição, déficits intelectuais, alterações de comportamento e métodos de ensino pouco estimulantes podem prejudicar o aprendizado do abecedário nessa fase. Daí vem a grande e necessária formação adequada do profissional da educação na primeira fase do Ensino Fundamental. 
O que os especialistas recomendam, em caso de suspeita de dislexia, é uma avaliação cautelosa realizada por médicos e psicólogos.O tratamento também envolve esses profissionais e tem como objetivo ajudar a pessoa a traçar um novo caminho e, assim, ativar outras áreas cerebrais que deem apoio para a leitura. No caso, esse objetivo seria formar a palavra e desenvolver a fluência no texto. A escola, como anteriormente citado, tem papel importantíssimo em toda essa etapa, ajudando a identificar as falhas da criança durante a aprendizagem, ou ao longo do tratamento. Uma coisa é certa: com a ajuda adequada qualquer disléxico pode driblar suas dificuldades e, finalmente, conseguir reunir as palavras de uma maneira que faça todo o sentido. 
Enfim, quanto mais cedo o problema for tratado, melhor será o rendimento escolar, profissional e até social da pessoa. Eis, alguns famosos que sofreram ou sofrem do distúrbio:

  • Leonardo da Vinci, artista, escultor, cientista: "Você poderia preferir um bom cientista sem habilidades literárias, a um literata sem conhecimentos científicos".
  • Winston Churchill: "Fui totalmente desestimulado em tudo, em meus dias de escola. E nada é mais desencorajador do que ser marginalizado em sala de aula, o que leva a nos sentirmos inferiores em nossa origem humana".
  • Tom Cruise, ator: "Eu tinha que treinar a mim mesmo para concentrar minha atenção. Assim, me tornei muito visual e aprendi como criar imagens mentais para poder compreender o que lia".
  • Albert Eisntein, um dos maiores cientistas de todos os tempos: "Quando eu lia, somente ouvia o que estava lendo, e era incapaz de lembrar a aparência visual da palavra que lia".
  • Thomas Alva Edison, o maior inventor de todos os tempos: "A mais satisfatória forma de arrebatamento é pensar, pensar e pensar".
  • Cher, cantora e atriz: "Meus dias na escola foram muito difíceis. Eu só conseguia aprender quase tudo, através de meu canal auditivo. Por isto, em meu boletim sempre constava a seguinte observação: "Não se valeu de todo seu potencial para aprender".




















sexta-feira, 24 de junho de 2011

A História da Copa Libertadores da América

Coube aos portugueses uma pequena porção a que denominaram de Brasil.Os espanhóis ficaram com a maior parte das terras latinas e as dividiram em vice-reinos e capitanias gerais. E, nos dois casos, sob rígido controle da metrópole: dentro dos princípios do pacto colonial.  O processo de exploração dessas terras executadas pelas duas nações em questão, se processou de forma bem diferenciada. Os portugueses, quando iniciaram a colonização do Brasil, optaram pela economia nos moldes do "plantation" - grande propriedade, monocultora, utilizando mão de obra escrava e voltada para o mercado externo. Já os espanhóis, dedicaram-se quase que exclusivamente a exploração de metais preciosos. Mas, nos dos casos, as desigualdades sociais e a espoliação foram enormes.
Com o tempo, a Europa passou a enfrentar revoluções que chegava até os latinos, levando-os a sentir o gostinho da autonomia. Entre os movimentos citados anteriormente, estão: A Revolução Industrial, o Iluminismo, A Independência dos Estados Unidos, A Revolução Francesa e consequentemente, as Guerras Napoleônicas. 
Nas colonias espanholas, tudo começou quando Napoleão destronou o rei da Espanha colocando em seu lugar alguém ligado a ele. Dessa forma, os colonos da América espanhola  sentindo-se cada vez mais oprimidos, iniciaram levantes em prol da independência. Sangrentas e longas guerras civis irromperam então em toda a América espanhola, intensificando-se a partir de 1814. Mas, quando três membros da elite colonial engajaram-se  na luta, novos países surgiram. Estes, foram: San Martím, Bernardo O'Higgins e Simon Bolívar. 
Bolívar, nasceu em Caracas (hoje, Venezuela), em 1783. Estudou na Europa e nos EUA, onde aprendeu a gostar de filósofos gregos e dos pensadores iluministas franceses, especialmente Jean J. Rousseau.Desde jovem, Bolívar entregou-se à luta pela independência da América espanhola. Formou um exército rebelde que comandou em inúmeras batalhas vitoriosas contra os espanhóis. Foi comandante das guerras de independência da Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. Por esses feitos, recebeu o título de "O Libertador." Em 1825, no auge de seu prestígio, abriu mão de seus poderes de general. Não aceitou tornar-se rei na América recém emancipada e recusou homenagens oficiais. Seu ideal era o pan-americanismo: unir todos os países libertados da América Latina. Mas enfrentou oposição ferrenha, entres estas, do governante brasileiro da época D. Pedro I, que tinham outros projetos. Bolívar morreu triste e solitário, com apenas 47 anos de idade. A História não é feita pelos herois. Mas existem algumas circunstâncias históricas especiais em que as ações de um indivíduo podem ser relevantes. E, Bolívar foi um homem relevante naquelas circunstâncias.
Dessa forma, em 1960, foi criada a Copa Libertadores da América que reúne todos os anos, os melhores clubes de futebol da América do Sul e o nome do torneio é uma alusão a personalidades que no início do século XIX, lideram as lutas pela independência da América espanhola. Mas, dos três anteriormente mencionados, o título de "Libertador", coube a Simon Bolívar. 
E, em sua primeira edição, em 1960, o vencedor foi o Peñarol que na quarta feira, foi derrotado pelo Santos. Quanto ao total de títulos, a Argentina lidera o ranking, seguido pelo Brasil. 


quarta-feira, 15 de junho de 2011

TOC: manias que incomodam.

     

 Como funciona o transtorno obsessivo-compulsivo?

Por ser um tema não muito bem retrato pela mídia, poucos conhecem a realidade deste que, por ser considerado manias, é na realidade uma doença e precisa de tratamento médico. Raros são os casos comentados em nosso cotidiano; o tema já foi abordado em uma novela da Rede Record, em programas de TV como "Monk", na telona foi imortalizado por Jack Nicholson  no filme "Melhor Impossível" e também, depois da divulgação de que o cantor Roberto Carlos, sofre desse transtorno, quando em suas apresentações, faz uso somente do azul e branco. Enfim, o que vem a ser realmente o TOC?
Os seres humanos possuem suas particularidades, mas o certo é que, todos eles têm manias, as mais variadas possíveis. Porém, ações repetitivas, que podem ser realizadas tanto por crianças, adolescentes ou adultos, podem ser um transtorno comportamental de compulsão.
Entre essas compulsões estão as seguintes: por comida, (anorexia e bulimia – manter-se magro), por bebida alcoólica, sexo, chocolate, remédio, roubo (cleptomania), limpeza, organização, de praticar atividade física (vigorexia), entre outras. Diante deste vasto universo, a médica e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho, alerta sobre o Transtorno Obsessivo Compulsivo, mais conhecido como T.O.C.
Segundo a médica, o transtorno consiste na combinação de obsessões e compulsões. “Obsessões são pensamentos ou idéias, impulsos, imagens e cenas, que invadem a consciência de forma repetitiva. Já as compulsões são comportamentos repetitivos, como lavar as mãos, fazer verificações e conferências ritualizadas; além de mentais, como rezar, contar, repetir palavras ou frases”, destaca Soraya.

No transtorno, as compulsões são comportamentos repetitivos e intencionais (apesar de quase involuntários) desempenhados em resposta à idéia obsessiva. Soraya afirma que esses impulsos obsessivos e as consequentes compulsões são suficientemente intensos para causar sofrimento acentuado, consumir tempo, interferir significativamente na rotina normal da pessoa, no funcionamento ocupacional ou nas atividades e relacionamentos sociais. 
Cerca de 4% da população mundial sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo. De seis a dezessete anos é o tempo que uma pessoa com Transtorno Obsessivo Compulsivo, conhecido como TOC, demora para procurar ajuda.Pior que isso: boa parte daqueles que têm o problema sofre em silêncio, com receio ou vergonha de expor suas manias ou compulsões. Em comum, todos sentem uma ansiedade atroz caso mão executem determinada tarefa. É uma necessidade que se transforma em prisão e aliás, tem quem se isole em casa por causa da doença.Os dados citados anteriormente, foram divulgados pela Harvard Medical School e segundo os pesquisadores, atinge homens e mulheres em igual proporção. E as manias são consideradas doença quando passam a afetar a vida pessoal e profissional. Dá para imaginar o quão complicada fica a convivência com alguém que sofre desse transtorno? É a pior experiência que alguém pode ter. Principalmente se este está ligado à "mania" de limpar compulsivamente mesa e outras ferramentas de trabalho que não são de uso particular, mas comum à outros.
Um artigo publicado no Journal of the American College of Cardiology revelou que o transtorno limita a vida e gera tanta ansiedade que pode até fazer mal para o coração aumentando de 30% a 40% o risco de infarto.
Apesar de a ciência estudar os motivos pelos quais alguém desenvolve o TOC, ainda não há uma causa estabelecida. Acredita-se apenas que são vários os fatores que levam à doença. Por exemplo, a hereditariedade tem peso nisso, já que é comum encontrar pessoas de uma mesma família com o problema. Situações de estresse, fatores neuro-bioquímicos, infecção por estreptococos, alterações hormonais durante a gravidez ou após o parto também podem contribuir para desencadear a doença. Sabe-se,  no entanto, que até mesmo crianças podem desenvolver o transtorno. E que, se diagnosticadas e tratadas precocemente, o risco de recaídas diminui muito na fase adulta. Isso porque esse é um transtorno que demanda atenção durante toda a vida. É difícil falar em cura, mas, sim, em controle. O tratamento, aliás, é feito em duas frentes: por meio de terapia cognitiva comportamental e pelo uso de medicamentos que regulam a atividade de neurotransmissores, como serotonina, noradrenalina e dopamina, responsáveis, entre outras coisas, pela regulação do humor e do apetite. A prática de uma atividade física também ajuda, já que auxilia na redução da ansiedade. Esse pacote de medidas tem um efeito libertador para a maior parte dos pacientes, já que podem, finalmente, experimentar a vida com menos amarras.
Justificando e consequentemente, respondendo o questionamento feito anteriormente sobre a dificuldade em se conviver com um portador de TOC, é devido experiência própria. Como Socióloga e com profundo conhecimento de assuntos ligados ao meio social, minha intenção é alertar a todos que, ao lerem este, passe a prestar mais atenção ao seu redor ou seja, em seu dia-a-dia, porque os portadores do TOC, independente de sua vontade, acabam por interferir e muito em nossa rotina, às vezes provocando danos a nossa saúde. E, para dissertar sobre o tema, pesquisei muito para depois divulga-los. Portanto, fiquem atentos a quaisquer sintomas descritos acima para que não sintam o incômodo a que passei. Se possível, repassem adiante.


terça-feira, 14 de junho de 2011

No mês de maio, a Câmara dos Deputados aprovou a realização de um plebiscito para a divisão do Pará e, consequentemente, a formação de dois novos estados: Tapajós e Carajás. A iniciativa é o primeiro passo para a criação de novas unidades federativas e tem provocado polêmica. Na região, de um lado estão os movimentos separatistas, articulados ao redor de fortes grupos políticos locais, e do outro estão principalmente os moradores da capital Belém, reunidos em torno da campanha "Pará. eu te quero grande!", que conta com apoio de intelectuais e artistas.
Além dos dois lados opostos no Pará, em âmbito nacional as propostas para criação de novos estados também têm recebido críticas. A resistência se deve, principalmente, aos custos e às consequências políticas de tais mudanças. As divisões implicariam em aumentar o número de parlamentares locais no Congresso Nacional, desequilibrando ainda mais a representação regional do País.
Pelo sistema político vigente hoje no Brasil, cada estado tem que ter, no mínimo, oito deputados federais e no máximo 70. Isso faz com que a proporção de representantes do povo seja inferior em estados superpovoados, como São Paulo, em relação a estados com poucos habitantes. Além disso, hoje o Pará conta com 17 deputados federais. Se o estado fosse dividido em três, seriam, no mínimo 24 representantes, oito por estado, conforme determina a Constituição Federal. Com isso, o total de deputados federais teria que ser aumentado de 513 para 520. Também teriam que ser abertos mais seis vagas de senadores, três para cada um dos novos estados.
A mudança mão só agravaria o desequilíbrio de representação popular no País, como implicaria em mais gastos. Além do custo mensal de sustentar novos parlamentares, assessores e gabinetes, o poder público também teria que arcar com a construção de toda infraestrutura administrativa, o que inclui duas novas assembleias legislativas, dois novos governos estaduais, secretarias e tribunais de Justiça, assim como a contratação de milhares de funcionários públicos. Após os investimentos iniciais, a manutenção de toda essa estrutura ficaria em torno de R$ 2,2 bilhões para Tapajós e R$ 2,9 bilhões para Carajás, segundo estimativas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

As reivindicações são históricas



Apesar das estimativas de novos gastos e de haver motivos para preocupação com o desequilíbrio de poder no Brasil, estudiosos no assunto, chamam a atenção para as particularidades locais dos dois movimentos separatistas. Manuel Dutra, autor do livro "O Pará dividido: discurso e construção do Estado de Tapajós" de 1999, chama a atenção para  a legitimidade histórica dos pedidos de autonomia regionais não só no Pará, mas em outras regiões da Amazônia. Segundo Dutra,
Criar novos estados é possibilitar a formação de novos centros dinâmicos. Mesmo o custo é algo passageiro que, pela impulsão econômica de tais medidas, logo se compensa. É só ver o Mato Grosso do Sul e Tocantins, regiões que hoje tem dinamismo(...)
Ao mesmo tempo em que  Dutra defende a criação dos novos estados, ele ressalta:
(...) Dou razão às críticas em relação ao aumento de políticos. Já tem muita gente no Congresso, mesmo. Por que um estado como o Pará tem que ter tantos deputados? Mas essa é uma questão que deveria ser resolvida com uma reforma política. Isso dificilmente vai acontecer, já que o Congresso não vai querer cortar na própria carne, mas o ideal seria criar os novos estados e fazer a reforma(...)
Mas, se tais implementações se concretizarem, estas, devem ser acompanhadas também de cuidado com o meio ambiente e outras decisões para frear o avanço da monocultura e do desmatamento da Amazônia, comuns hoje no Pará. Vale destacar também as diferenças entre as duas reivindicações regionais: Carajás  tem um recente crescimento econômico muito grande ligado à mineração e aos projetos em torno do Grande Carajás, sem falar na pecuária, estradas e na hidrelétrica de Tucuruí. É uma região que enriqueceu e se encheu de migrantes, que não tem ligação ou identificação com o estado. Já no caso de Tapajós, é uma demanda histórica mais antiga, secular mesmo. Antigamente, antes da criação do estado da Amazônia, era tudo Grão-Pará. Santarém tinha a mesma importância que Belém. Desde então, as elites e a população nutrem a esperança de uma separação e mais autonomia.
Enquanto toda essa polêmica não se resolve, fiquemos atentos às  propostas mais recentes de criação de estados apresentadas no parlamento, juntamente com o de Carajás e Tapajós

  • Território Federal do Rio Negro.
  • Território Federal dos Solimões.
  • Território Federal do Juruá.
  • Território Federal do Pantanal.
  • Gurgueia.
  • Araguaia.
  • Estado do Rio São Francisco.
  • Estado do Triângulo.
  • Maranhão do Sul.
  • Mato Grosso do Norte.
  • Território Federal do Oiapoque.



 
 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

BULLYING É PRECISO CONHECER PARA SE PRECAVER!

        "Quando questionados muitos bullies alegam que não estavam agredindo ninguém, pois, apenas estavam 'brincando'. Brincar é algo que todos participam e se divertem. Ninguém brinca fazendo mal ao outro!"



Após a tragédia ocorrida na Escola Municipal de Realengo, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, o tema em questão passou a ser debatido em todo território nacional. Seja em palestras ou seminários, especialistas na área vêm procurando conscientizar a sociedade do real significado do Bullying, fenômeno que cresce assustadoramente em todo o mundo.

A palavra "Bully" é de origem inglesa e significa "valentão". Grande parte das pessoas confunde ou tende a interpretar o bullying simplesmente como a prática de atribuir apelidos pejorativos às pessoas, associando a prática exclusivamente com o contexto escolar. No entanto, tal conceito é mais amplo. Para o cientista norueguês Dan Owelus, o bullying se caracteriza por ser algo agressivo e negativo, executado repetidamente e que ocorre quando há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas. Desta forma, este comportamento pode ocorrer em vários ambientes, como escolas, universidades, no trabalho ou até mesmo entre vizinhos. Basicamente, a prática do bullying se concentra na combinação entre a intimidação e a humilhação das pessoas, geralmente mais acomodadas, passivas ou que não possuem condições de exercer o poder sobre alguém ou sobre um grupo. Em outras palavras, é uma forma de abuso psicológico, físico e social. No ambiente de trabalho, a intimidação regular e persistente que atinge a integridade e confiança da vítima é caracterizada como bullying. Entre vizinhos, tal prática é identificada quando alguns moradores possuem atitudes propositais e sistemáticas com o fim de atrapalhar e incomodar os outros. Falando especificamente do ambiente escolar, grande parte das agressões é psicológica, ocasionada principalmente pelo uso negativo de apelidos e expressões pejorativas. No entanto, as práticas do bullying no ambiente escolar também se referem às agressões de caráter físico. Um dos casos mais chocantes de bullying escolar foi o de Curtis Taylor , um aluno do oitavo ano de uma escola secundária em Iowa, Estados Unidos. Curtis foi vítima do bullying durante três anos consecutivos: era espancado nos vestiários da escola, suas roupas eram sujas com leite achocolatado e seus pertences, vandalizados. Curtis não resistiu ao sofrimento e humilhação e suicidou em 1993. Este não foi um caso isolado. Na década de 90, os Estados Unidos se depararam com uma onda de tiroteios em escolas, realizados por alunos que se intitulavam vítimas da prática.

Um conjunto de cartas e imagens encontrado na casa onde vivia Wellington Menezes de Oliveira, autor do bárbaro massacre que ceifou a vida de doze crianças em Realengo, Rio de Janeiro, revelou que, enquanto planejava o ataque, ele disse que ia matar para expiar as humilhações que sofrera no colégio. Evidentemente, por piores que tenham sido as agressões impingidas a ele, elas não justificam nem explicam todo o bárbaro episódio, produto de uma mente perversa e doentia; e, de acordo com psiquiatras, provavelmente as humilhações funcionaram como gatilho de um gravíssimo distúrbio psiquiátrico. Mas, o caso reforça, porém, a ideia de que o bullying não pode continuar a ser negligenciado pelas escolas brasileiras nem pelos pais. Em um lugar que deve funcionar como extensão da própria casa, alguns estudantes se tornam alvo preferencial de ataques. Não é uma violência qualquer. O bullying é executado pelos pares, ou seja, pelo grupo ao qual a criança ou o adolescente precisa pertencer e no qual deve se sentir um igual como parte do processo saudável de amadurecimento psicológico e de preparo para a vida adulta. Sentir-se preterido nesse momento crucial da vida é um castigo cujas marcas podem ser mitigadas, mas nunca serão esquecidas. Por esse motivo, e principalmente, por ser um problema que pode ser prevenido, atenuado e até evitado pelas escolas, o bullying merece uma atenção especial de diretores, professores, familiares e de toda a comunidade escolar. 

Sim, o fenômeno tem raízes imemoriais. Desde que o mundo é mundo, os seres humanos diferentes são alvo de troças e covardias. Mas, no atual estágio da civilização, tornam-se inaceitáveis as desculpas clássicas para não fazer nada contra a tortura psicológica e física de crianças e adolescentes. 

Associado, existe também o Ciberbullying, que tem o mesmo poder destrutivo do bullying, porém, faz-se uso dos recursos tecnológicos como: MSN. Orkut. e-mail, Facebook, Blogs, telefone celular, etc.

Depressão, ansiedade, estresse, dores não-especificadas, perda de auto-estima, problemas de relacionamento, abuso de drogas e álcool são os principais problemas associados ao bullying. 

Dessa forma, o bullying e o ciberbullying e outros tipos de comportamentos violentos são inaceitáveis. É preciso que se ensine ao jovem a se colocar no lugar do outro, sentir sua alegria e também sua dor. Deve-se fortalecer a autoestima por meio de elogios e reforço positivo frente a posturas adequadas, ajudando o jovem na autovalorização. E, o estabelecimento de limites é fundamental para todos, em qualquer momento da vida. 

Nas palavras da psicóloga Rosely Sayão,
"Todos têm receio de que o filho seja alvo de humilhação, exclusão ou brincadeiras de mau gosto por parte dos colegas, mas poucos são os que se preocupam em preparar o filho para que ele não seja autor dessas atividades."