sexta-feira, 24 de junho de 2011

A História da Copa Libertadores da América

Coube aos portugueses uma pequena porção a que denominaram de Brasil.Os espanhóis ficaram com a maior parte das terras latinas e as dividiram em vice-reinos e capitanias gerais. E, nos dois casos, sob rígido controle da metrópole: dentro dos princípios do pacto colonial.  O processo de exploração dessas terras executadas pelas duas nações em questão, se processou de forma bem diferenciada. Os portugueses, quando iniciaram a colonização do Brasil, optaram pela economia nos moldes do "plantation" - grande propriedade, monocultora, utilizando mão de obra escrava e voltada para o mercado externo. Já os espanhóis, dedicaram-se quase que exclusivamente a exploração de metais preciosos. Mas, nos dos casos, as desigualdades sociais e a espoliação foram enormes.
Com o tempo, a Europa passou a enfrentar revoluções que chegava até os latinos, levando-os a sentir o gostinho da autonomia. Entre os movimentos citados anteriormente, estão: A Revolução Industrial, o Iluminismo, A Independência dos Estados Unidos, A Revolução Francesa e consequentemente, as Guerras Napoleônicas. 
Nas colonias espanholas, tudo começou quando Napoleão destronou o rei da Espanha colocando em seu lugar alguém ligado a ele. Dessa forma, os colonos da América espanhola  sentindo-se cada vez mais oprimidos, iniciaram levantes em prol da independência. Sangrentas e longas guerras civis irromperam então em toda a América espanhola, intensificando-se a partir de 1814. Mas, quando três membros da elite colonial engajaram-se  na luta, novos países surgiram. Estes, foram: San Martím, Bernardo O'Higgins e Simon Bolívar. 
Bolívar, nasceu em Caracas (hoje, Venezuela), em 1783. Estudou na Europa e nos EUA, onde aprendeu a gostar de filósofos gregos e dos pensadores iluministas franceses, especialmente Jean J. Rousseau.Desde jovem, Bolívar entregou-se à luta pela independência da América espanhola. Formou um exército rebelde que comandou em inúmeras batalhas vitoriosas contra os espanhóis. Foi comandante das guerras de independência da Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. Por esses feitos, recebeu o título de "O Libertador." Em 1825, no auge de seu prestígio, abriu mão de seus poderes de general. Não aceitou tornar-se rei na América recém emancipada e recusou homenagens oficiais. Seu ideal era o pan-americanismo: unir todos os países libertados da América Latina. Mas enfrentou oposição ferrenha, entres estas, do governante brasileiro da época D. Pedro I, que tinham outros projetos. Bolívar morreu triste e solitário, com apenas 47 anos de idade. A História não é feita pelos herois. Mas existem algumas circunstâncias históricas especiais em que as ações de um indivíduo podem ser relevantes. E, Bolívar foi um homem relevante naquelas circunstâncias.
Dessa forma, em 1960, foi criada a Copa Libertadores da América que reúne todos os anos, os melhores clubes de futebol da América do Sul e o nome do torneio é uma alusão a personalidades que no início do século XIX, lideram as lutas pela independência da América espanhola. Mas, dos três anteriormente mencionados, o título de "Libertador", coube a Simon Bolívar. 
E, em sua primeira edição, em 1960, o vencedor foi o Peñarol que na quarta feira, foi derrotado pelo Santos. Quanto ao total de títulos, a Argentina lidera o ranking, seguido pelo Brasil. 


quarta-feira, 15 de junho de 2011

TOC: manias que incomodam.

     

 Como funciona o transtorno obsessivo-compulsivo?

Por ser um tema não muito bem retrato pela mídia, poucos conhecem a realidade deste que, por ser considerado manias, é na realidade uma doença e precisa de tratamento médico. Raros são os casos comentados em nosso cotidiano; o tema já foi abordado em uma novela da Rede Record, em programas de TV como "Monk", na telona foi imortalizado por Jack Nicholson  no filme "Melhor Impossível" e também, depois da divulgação de que o cantor Roberto Carlos, sofre desse transtorno, quando em suas apresentações, faz uso somente do azul e branco. Enfim, o que vem a ser realmente o TOC?
Os seres humanos possuem suas particularidades, mas o certo é que, todos eles têm manias, as mais variadas possíveis. Porém, ações repetitivas, que podem ser realizadas tanto por crianças, adolescentes ou adultos, podem ser um transtorno comportamental de compulsão.
Entre essas compulsões estão as seguintes: por comida, (anorexia e bulimia – manter-se magro), por bebida alcoólica, sexo, chocolate, remédio, roubo (cleptomania), limpeza, organização, de praticar atividade física (vigorexia), entre outras. Diante deste vasto universo, a médica e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho, alerta sobre o Transtorno Obsessivo Compulsivo, mais conhecido como T.O.C.
Segundo a médica, o transtorno consiste na combinação de obsessões e compulsões. “Obsessões são pensamentos ou idéias, impulsos, imagens e cenas, que invadem a consciência de forma repetitiva. Já as compulsões são comportamentos repetitivos, como lavar as mãos, fazer verificações e conferências ritualizadas; além de mentais, como rezar, contar, repetir palavras ou frases”, destaca Soraya.

No transtorno, as compulsões são comportamentos repetitivos e intencionais (apesar de quase involuntários) desempenhados em resposta à idéia obsessiva. Soraya afirma que esses impulsos obsessivos e as consequentes compulsões são suficientemente intensos para causar sofrimento acentuado, consumir tempo, interferir significativamente na rotina normal da pessoa, no funcionamento ocupacional ou nas atividades e relacionamentos sociais. 
Cerca de 4% da população mundial sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo. De seis a dezessete anos é o tempo que uma pessoa com Transtorno Obsessivo Compulsivo, conhecido como TOC, demora para procurar ajuda.Pior que isso: boa parte daqueles que têm o problema sofre em silêncio, com receio ou vergonha de expor suas manias ou compulsões. Em comum, todos sentem uma ansiedade atroz caso mão executem determinada tarefa. É uma necessidade que se transforma em prisão e aliás, tem quem se isole em casa por causa da doença.Os dados citados anteriormente, foram divulgados pela Harvard Medical School e segundo os pesquisadores, atinge homens e mulheres em igual proporção. E as manias são consideradas doença quando passam a afetar a vida pessoal e profissional. Dá para imaginar o quão complicada fica a convivência com alguém que sofre desse transtorno? É a pior experiência que alguém pode ter. Principalmente se este está ligado à "mania" de limpar compulsivamente mesa e outras ferramentas de trabalho que não são de uso particular, mas comum à outros.
Um artigo publicado no Journal of the American College of Cardiology revelou que o transtorno limita a vida e gera tanta ansiedade que pode até fazer mal para o coração aumentando de 30% a 40% o risco de infarto.
Apesar de a ciência estudar os motivos pelos quais alguém desenvolve o TOC, ainda não há uma causa estabelecida. Acredita-se apenas que são vários os fatores que levam à doença. Por exemplo, a hereditariedade tem peso nisso, já que é comum encontrar pessoas de uma mesma família com o problema. Situações de estresse, fatores neuro-bioquímicos, infecção por estreptococos, alterações hormonais durante a gravidez ou após o parto também podem contribuir para desencadear a doença. Sabe-se,  no entanto, que até mesmo crianças podem desenvolver o transtorno. E que, se diagnosticadas e tratadas precocemente, o risco de recaídas diminui muito na fase adulta. Isso porque esse é um transtorno que demanda atenção durante toda a vida. É difícil falar em cura, mas, sim, em controle. O tratamento, aliás, é feito em duas frentes: por meio de terapia cognitiva comportamental e pelo uso de medicamentos que regulam a atividade de neurotransmissores, como serotonina, noradrenalina e dopamina, responsáveis, entre outras coisas, pela regulação do humor e do apetite. A prática de uma atividade física também ajuda, já que auxilia na redução da ansiedade. Esse pacote de medidas tem um efeito libertador para a maior parte dos pacientes, já que podem, finalmente, experimentar a vida com menos amarras.
Justificando e consequentemente, respondendo o questionamento feito anteriormente sobre a dificuldade em se conviver com um portador de TOC, é devido experiência própria. Como Socióloga e com profundo conhecimento de assuntos ligados ao meio social, minha intenção é alertar a todos que, ao lerem este, passe a prestar mais atenção ao seu redor ou seja, em seu dia-a-dia, porque os portadores do TOC, independente de sua vontade, acabam por interferir e muito em nossa rotina, às vezes provocando danos a nossa saúde. E, para dissertar sobre o tema, pesquisei muito para depois divulga-los. Portanto, fiquem atentos a quaisquer sintomas descritos acima para que não sintam o incômodo a que passei. Se possível, repassem adiante.


terça-feira, 14 de junho de 2011

No mês de maio, a Câmara dos Deputados aprovou a realização de um plebiscito para a divisão do Pará e, consequentemente, a formação de dois novos estados: Tapajós e Carajás. A iniciativa é o primeiro passo para a criação de novas unidades federativas e tem provocado polêmica. Na região, de um lado estão os movimentos separatistas, articulados ao redor de fortes grupos políticos locais, e do outro estão principalmente os moradores da capital Belém, reunidos em torno da campanha "Pará. eu te quero grande!", que conta com apoio de intelectuais e artistas.
Além dos dois lados opostos no Pará, em âmbito nacional as propostas para criação de novos estados também têm recebido críticas. A resistência se deve, principalmente, aos custos e às consequências políticas de tais mudanças. As divisões implicariam em aumentar o número de parlamentares locais no Congresso Nacional, desequilibrando ainda mais a representação regional do País.
Pelo sistema político vigente hoje no Brasil, cada estado tem que ter, no mínimo, oito deputados federais e no máximo 70. Isso faz com que a proporção de representantes do povo seja inferior em estados superpovoados, como São Paulo, em relação a estados com poucos habitantes. Além disso, hoje o Pará conta com 17 deputados federais. Se o estado fosse dividido em três, seriam, no mínimo 24 representantes, oito por estado, conforme determina a Constituição Federal. Com isso, o total de deputados federais teria que ser aumentado de 513 para 520. Também teriam que ser abertos mais seis vagas de senadores, três para cada um dos novos estados.
A mudança mão só agravaria o desequilíbrio de representação popular no País, como implicaria em mais gastos. Além do custo mensal de sustentar novos parlamentares, assessores e gabinetes, o poder público também teria que arcar com a construção de toda infraestrutura administrativa, o que inclui duas novas assembleias legislativas, dois novos governos estaduais, secretarias e tribunais de Justiça, assim como a contratação de milhares de funcionários públicos. Após os investimentos iniciais, a manutenção de toda essa estrutura ficaria em torno de R$ 2,2 bilhões para Tapajós e R$ 2,9 bilhões para Carajás, segundo estimativas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

As reivindicações são históricas



Apesar das estimativas de novos gastos e de haver motivos para preocupação com o desequilíbrio de poder no Brasil, estudiosos no assunto, chamam a atenção para as particularidades locais dos dois movimentos separatistas. Manuel Dutra, autor do livro "O Pará dividido: discurso e construção do Estado de Tapajós" de 1999, chama a atenção para  a legitimidade histórica dos pedidos de autonomia regionais não só no Pará, mas em outras regiões da Amazônia. Segundo Dutra,
Criar novos estados é possibilitar a formação de novos centros dinâmicos. Mesmo o custo é algo passageiro que, pela impulsão econômica de tais medidas, logo se compensa. É só ver o Mato Grosso do Sul e Tocantins, regiões que hoje tem dinamismo(...)
Ao mesmo tempo em que  Dutra defende a criação dos novos estados, ele ressalta:
(...) Dou razão às críticas em relação ao aumento de políticos. Já tem muita gente no Congresso, mesmo. Por que um estado como o Pará tem que ter tantos deputados? Mas essa é uma questão que deveria ser resolvida com uma reforma política. Isso dificilmente vai acontecer, já que o Congresso não vai querer cortar na própria carne, mas o ideal seria criar os novos estados e fazer a reforma(...)
Mas, se tais implementações se concretizarem, estas, devem ser acompanhadas também de cuidado com o meio ambiente e outras decisões para frear o avanço da monocultura e do desmatamento da Amazônia, comuns hoje no Pará. Vale destacar também as diferenças entre as duas reivindicações regionais: Carajás  tem um recente crescimento econômico muito grande ligado à mineração e aos projetos em torno do Grande Carajás, sem falar na pecuária, estradas e na hidrelétrica de Tucuruí. É uma região que enriqueceu e se encheu de migrantes, que não tem ligação ou identificação com o estado. Já no caso de Tapajós, é uma demanda histórica mais antiga, secular mesmo. Antigamente, antes da criação do estado da Amazônia, era tudo Grão-Pará. Santarém tinha a mesma importância que Belém. Desde então, as elites e a população nutrem a esperança de uma separação e mais autonomia.
Enquanto toda essa polêmica não se resolve, fiquemos atentos às  propostas mais recentes de criação de estados apresentadas no parlamento, juntamente com o de Carajás e Tapajós

  • Território Federal do Rio Negro.
  • Território Federal dos Solimões.
  • Território Federal do Juruá.
  • Território Federal do Pantanal.
  • Gurgueia.
  • Araguaia.
  • Estado do Rio São Francisco.
  • Estado do Triângulo.
  • Maranhão do Sul.
  • Mato Grosso do Norte.
  • Território Federal do Oiapoque.



 
 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

BULLYING É PRECISO CONHECER PARA SE PRECAVER!

        "Quando questionados muitos bullies alegam que não estavam agredindo ninguém, pois, apenas estavam 'brincando'. Brincar é algo que todos participam e se divertem. Ninguém brinca fazendo mal ao outro!"



Após a tragédia ocorrida na Escola Municipal de Realengo, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, o tema em questão passou a ser debatido em todo território nacional. Seja em palestras ou seminários, especialistas na área vêm procurando conscientizar a sociedade do real significado do Bullying, fenômeno que cresce assustadoramente em todo o mundo.

A palavra "Bully" é de origem inglesa e significa "valentão". Grande parte das pessoas confunde ou tende a interpretar o bullying simplesmente como a prática de atribuir apelidos pejorativos às pessoas, associando a prática exclusivamente com o contexto escolar. No entanto, tal conceito é mais amplo. Para o cientista norueguês Dan Owelus, o bullying se caracteriza por ser algo agressivo e negativo, executado repetidamente e que ocorre quando há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas. Desta forma, este comportamento pode ocorrer em vários ambientes, como escolas, universidades, no trabalho ou até mesmo entre vizinhos. Basicamente, a prática do bullying se concentra na combinação entre a intimidação e a humilhação das pessoas, geralmente mais acomodadas, passivas ou que não possuem condições de exercer o poder sobre alguém ou sobre um grupo. Em outras palavras, é uma forma de abuso psicológico, físico e social. No ambiente de trabalho, a intimidação regular e persistente que atinge a integridade e confiança da vítima é caracterizada como bullying. Entre vizinhos, tal prática é identificada quando alguns moradores possuem atitudes propositais e sistemáticas com o fim de atrapalhar e incomodar os outros. Falando especificamente do ambiente escolar, grande parte das agressões é psicológica, ocasionada principalmente pelo uso negativo de apelidos e expressões pejorativas. No entanto, as práticas do bullying no ambiente escolar também se referem às agressões de caráter físico. Um dos casos mais chocantes de bullying escolar foi o de Curtis Taylor , um aluno do oitavo ano de uma escola secundária em Iowa, Estados Unidos. Curtis foi vítima do bullying durante três anos consecutivos: era espancado nos vestiários da escola, suas roupas eram sujas com leite achocolatado e seus pertences, vandalizados. Curtis não resistiu ao sofrimento e humilhação e suicidou em 1993. Este não foi um caso isolado. Na década de 90, os Estados Unidos se depararam com uma onda de tiroteios em escolas, realizados por alunos que se intitulavam vítimas da prática.

Um conjunto de cartas e imagens encontrado na casa onde vivia Wellington Menezes de Oliveira, autor do bárbaro massacre que ceifou a vida de doze crianças em Realengo, Rio de Janeiro, revelou que, enquanto planejava o ataque, ele disse que ia matar para expiar as humilhações que sofrera no colégio. Evidentemente, por piores que tenham sido as agressões impingidas a ele, elas não justificam nem explicam todo o bárbaro episódio, produto de uma mente perversa e doentia; e, de acordo com psiquiatras, provavelmente as humilhações funcionaram como gatilho de um gravíssimo distúrbio psiquiátrico. Mas, o caso reforça, porém, a ideia de que o bullying não pode continuar a ser negligenciado pelas escolas brasileiras nem pelos pais. Em um lugar que deve funcionar como extensão da própria casa, alguns estudantes se tornam alvo preferencial de ataques. Não é uma violência qualquer. O bullying é executado pelos pares, ou seja, pelo grupo ao qual a criança ou o adolescente precisa pertencer e no qual deve se sentir um igual como parte do processo saudável de amadurecimento psicológico e de preparo para a vida adulta. Sentir-se preterido nesse momento crucial da vida é um castigo cujas marcas podem ser mitigadas, mas nunca serão esquecidas. Por esse motivo, e principalmente, por ser um problema que pode ser prevenido, atenuado e até evitado pelas escolas, o bullying merece uma atenção especial de diretores, professores, familiares e de toda a comunidade escolar. 

Sim, o fenômeno tem raízes imemoriais. Desde que o mundo é mundo, os seres humanos diferentes são alvo de troças e covardias. Mas, no atual estágio da civilização, tornam-se inaceitáveis as desculpas clássicas para não fazer nada contra a tortura psicológica e física de crianças e adolescentes. 

Associado, existe também o Ciberbullying, que tem o mesmo poder destrutivo do bullying, porém, faz-se uso dos recursos tecnológicos como: MSN. Orkut. e-mail, Facebook, Blogs, telefone celular, etc.

Depressão, ansiedade, estresse, dores não-especificadas, perda de auto-estima, problemas de relacionamento, abuso de drogas e álcool são os principais problemas associados ao bullying. 

Dessa forma, o bullying e o ciberbullying e outros tipos de comportamentos violentos são inaceitáveis. É preciso que se ensine ao jovem a se colocar no lugar do outro, sentir sua alegria e também sua dor. Deve-se fortalecer a autoestima por meio de elogios e reforço positivo frente a posturas adequadas, ajudando o jovem na autovalorização. E, o estabelecimento de limites é fundamental para todos, em qualquer momento da vida. 

Nas palavras da psicóloga Rosely Sayão,
"Todos têm receio de que o filho seja alvo de humilhação, exclusão ou brincadeiras de mau gosto por parte dos colegas, mas poucos são os que se preocupam em preparar o filho para que ele não seja autor dessas atividades."

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A Educação em Goiás: a arrancada pela excelência na qualidade do ensino.

Aproxima-se o período de renovação para o cargo de diretor das escolas da rede estadual de Goiás. Dessa vez, com uma série de inovações; algo jamais visto em âmbito regional. Uma das novidades: a SEDUC/GO, assume a responsabilidade, denominando-o de Processo de Escolha dos Diretores das unidades Escolares. Outra novidade: um cronograma dividido em quatro etapas, tem sua culminância com a escolha do diretor pela comunidade escolar no próximo dia 21 de junho.
Inserido no referido cronograma, está a realização de uma avaliação cujo objetivo é testar os conhecimentos dos candidatos inscritos no processo, em questões sobre gestão escolar.
Com esses novos critérios, o governo estadual dá os primeiros passos na busca pela melhoria da qualidade do ensino público porque, afastará do cargo, aqueles gestores despreparados, incapazes de administrar/gerir qualquer tipo de organização. E, como esse índice é alto em nosso meio; existem dos autoritários aos centralizadores; enfim, profissionais sem o perfil de empreendedor. 
Sabemos que o sucesso de qualquer empreendimento/instituição, depende unicamente de seu comandante.
Esse novo modelo a ser aplicado em Goiás à partir de agora, nos remete ao nosso vizinho,  Chile. Este, foi o país sul-americano que mais avançou no ensino na última década. Portador de uma história quase que semelhante à nossa quanto aos governos ditatoriais teve nos recentes governos democráticos lá instalados a inovação educacional. Estes, mostram um caso emblemático de como uma política duradoura, a salvo de trocas de poder, é decisiva para elevar o nível do processo ensino-aprendizagem.
O impressionante salto do Chile deve-se à aplicação disciplinada, em todas as escolas públicas, de medidas de eficácia já comprovadas em vários países. Levando em frente os novos critérios propostos pela SEDUC/GO, nosso estado poderá também na área educacional muito em breve ser objeto de estudo por especialistas na área.
E, quais foram as reformas implantadas no Chile que foi responsável pela aceleração do ensino público local? Estudiosos do caso contabilizaram sete pontos básicos e primordiais. Entre eles:

  • Os diretores passam por uma severa seleção, em que são entrevistados e precisam apresentar um bom plano de gestão para a escola. Ficam no cargo por cinco anos, renováveis por outros cinco.
  • Os docentes mais eficazes recebem bônus de até 30% no salário.
  • Professores, diretores, escolas e alunos são avaliados e suas médias subsidiam as políticas públicas e repasse de verbas.
O mérito do Chile foi aplicar com disciplina e persistência, iniciativas de eficácia já testadas. Elas só permaneceram de pé ao longo de duas décadas ininterruptas - a salvo de trocas de poder, ideologias e ingerência políticas que costumam provocar retrocessos na área. Ou seja, apesar da mudança de governantes, a política educacional permaneceu a mesma.
Nesse contexto, as novas diretrizes traçadas pela SEDUC/GO, sob o comando do Secretário Thiago Peixoto. tem tudo para dar certo. Pois, a mesma está praticamente nos moldes aplicados no Chile. Vale lembrar que no caso chileno, os mandatos de cinco anos só são renovados mediante bom desempenho, o que deixa os diretores em permanente estado de vigilância.
Mas, se a intenção do governo estadual é arrancar no plano educacional, como ficará a questão das escolas conveniadas onde os gestores não passarão pelo processo seletivo? Existem casos em que o cargo está nas mãos de ma mesma pessoa há tempos, como se fosse vitalício. Não é injusto para com aqueles que enfrentarão as quatro etapas do Processo de Escolha na rede oficial?
Com certeza, a grande maioria dos profissionais da educação goiana fazem o mesmo questionamento.E, esse deverá ser um ponto a ser pensado pelo nosso atual Secretário da Educação.
Outro ponto também que deve ser modificado aqui em Goiás, é a questão da avaliação dos professores via portfólio. Este, é mais pura e real prova de que não funciona como método de avaliação; em grande parte, a equipe envolvida no processo avaliativo, o fazem de acordo a "proteger" os maus profissionais. Esperamos também novidades nesse quesito.
Enfim, o motor das mudanças chilenas se alicerça em uma premissa tão básica quanto eficaz: a meritocracia que é levada nesse país às últimas consequências. Que em Goiás ocorra o mesmo! É o que esperamos, desejamos e queremos. Ao nosso Secretário Thiago, parabéns pela iniciativa em mudar algo que já nos era arcaico e obsoleto. Dias melhores virão para a EDUCAÇÃO goiana.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

domingo, 1 de maio de 2011

É HORA DE ESCOLHER OS LIVROS DIDÁTICOS PARA A REDE PÚBLICA DE ENSINO. MAS, ATENÇÃO COLEGAS PROFESSORES!

  De acordo com matéria publicada no jornal Folha de São Paulo, reproduzida abaixo, os livros didáticos principalmente da área de História atacam as privatizações do governo de FHC e minimizam o mensalão do geverno Lula. Se os referidos livros são avaliados e posteriormente aprovados pelo MEC, onde está a verdadeira função do historiador que os escreveu?



Livros didáticos aprovados pelo MEC (Ministério da Educação) para alunos do ensino fundamental trazem críticas ao governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e elogios à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma das exigências do MEC para aprovar os livros é que não haja doutrinação política nas obras utilizadas.
O livro "História e Vida Integrada", por exemplo, enumera problemas do governo FHC (1995-2002), como crise cambial e apagão, e traz críticas às privatizações.
Já o item "Tudo pela reeleição" cita denúncias de compra de votos no Congresso para a aprovação da emenda que permitiu a recondução do tucano à Presidência.
O fim da gestão FHC aparece no tópico "Um projeto não concluído", que lista dados negativos do governo tucano. Por fim, diz que "um aspecto pode ser levantado como positivo", citando melhorias na educação e a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Já em relação ao governo Lula (2003-2010), o livro cita a "festa popular" da posse e diz que o petista "inovou no estilo de governar" ao criar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.
O escândalo do mensalão é citado ao lado de uma série de dados positivos.
Ao explicar a eleição de FHC, o livro "História em Documentos" afirma que foi resultado do sucesso do Plano Real e acrescenta: "Mas decorreu também da aliança do presidente com políticos conservadores das elites". Um quadro explica o papel dos aliados do tucano na sustentação da ditadura militar.
Em dois livros aprovados pelo MEC, só há espaço para as críticas à política de privatizações promovida por FHC, sem contrabalançar com os argumentos do governo.

Já na apresentação da gestão Lula, há dois livros que não citam o mensalão.
Em "História", uma frase resume o caso, sem nomeá-lo: "Em 2005, há que se destacar, por outro lado, a onda de denúncias de corrupção que atingiu altos dirigentes do PT, inúmeros parlamentares da base do governo no Congresso e alguns ministros do governo federal".

Uma das críticas feitas a Lula é o fato de ter continuado a política econômica do antecessor.
Os livros aprovados pelo MEC no Programa Nacional do Livro Didático são inscritos pelas editoras e avaliados por uma comissão de professores. Hoje, 97% da rede pública usa livros do programa.
São analisados critérios como correção das informações e qualidade pedagógica. As obras aprovadas são resenhadas e reunidas em um guia, que é enviado às escolas públicas para escolha dos professores.